terça-feira, 2 de setembro de 2014

Afunda Brasil - Proibição da revista "íntima" nos presídios. DOU:RESOLUÇÃO Nº 5, DE 28 DE AGOSTO DE 2014.




CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA
CRIMINAL E PENITENCIÁRIA
RESOLUÇÃO Nº 5, DE 28 DE AGOSTO DE 2014
Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), no uso de suas atribuições legais e regimentais,
CONSIDERANDO que a dignidade da pessoa humana é princípio fundamental do Estado Democrático de Direito, instituído pelo art, inciso III, da Constituição Federal;
CONSIDERANDO o disposto no art. , inciso X, ab initio, da Constituição Federal, que estabelece a inviolabilidade da intimidade e da honra das pessoas;
CONSIDERANDO a necessidade de coibir qualquer forma de tratamentodesumano ou degradante, expressamente vedado no art. , inciso III, daConstituição Federal;
CONSIDERANDO a necessidade de manter a integridade física e moral dos internos, visitantes, servidores e autoridades que visitem ou exerçam suas funções no sistema penitenciário brasileiro;
CONSIDERANDO o disposto no art.  da Lei nº 10.792/2003, que determina que todos que queiram ter acesso aos estabelecimentos penais devem se submeter aos aparelhos detectores de metais, independentemente de cargo ou função pública;
CONSIDERANDO que o art. 74 da Lei de Execução Penal determina que o departamento penitenciário local deve supervisionar e coordenar o funcionamento dos estabelecimentos penais que possuir;
CONSIDERANDO que a necessidade de prevenir crimes no sistema penitenciário não pode afastar o respeito ao Estado Democrático de Direito, resolve: recomendar que a revista de pessoas por ocasião do ingresso nos estabelecimentos penais seja efetuada com observância do seguinte:
Art. 1º. A revista pessoal é a inspeção que se efetua, com fins de segurança, em todas as pessoas que pretendem ingressar em locais de privação de liberdade e que venham a ter contato direto ou indireto com pessoas privadas de liberdade ou com o interior do estabelecimento, devendo preservar a integridade física, psicológica e moral da pessoa revistada.
Parágrafo único. A revista pessoal deverá ocorrer mediante uso de equipamentos eletrônicos detectores de metais, aparelhos de raio-x,scanner corporal, dentre outras tecnologias e equipamentos de segurança capazes de identificar armas, explosivos, drogas ou outros objetos ilícitos, ou, excepcionalmente, de forma manual.
Art. 2º. São vedadas quaisquer formas de revista vexatória, desumana ou degradante.
Parágrafo único. Consideram-se, dentre outras, formas de revista vexatória, desumana ou degradante:
I - desnudamento parcial ou total;
II - qualquer conduta que implique a introdução de objetos nas cavidades corporais da pessoa revistada;
III - uso de cães ou animais farejadores, ainda que treinados para esse fim;
IV - agachamento ou saltos.
Art. 3º. O acesso de gestantes ou pessoas com qualquer limitação física impeditiva da utilização de recursos tecnológicos aos estabelecimentos prisionais será assegurado pelas autoridades administrativas, observado o disposto nesta Resolução.
Art. 4º. A revista pessoal em crianças e adolescentes deve ser precedida de autorização expressa de seu representante legal e somente será realizada na presença deste.
Art. 5º. Cabe à administração penitenciária estabelecer medidas de segurança e de controle de acesso às unidades prisionais, observado o disposto nesta Resolução.
Art. 6º. Revogam-se as Resoluções nº 01/2000 e 09/2006 do C N P C P.
Art. 7º. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ ANTÔNIO SILVA BRESSANE

FONTE:http://agepen-ac.blogspot.com.br/2014/09/proibicao-da-revista-intima-nos.html

SISTEMA PRISIONAL MG: Número maior de presos não reflete em redução de crimes.

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Prisões. População carcerária mineira cresceu quase 50% nos últimos cinco anos, segundo o governo
PUBLICADO EM 02/09/14 - 03h00
De ladrões de galinha a ladrões de celular. O objeto-alvo do crime pode mudar ao longo dos anos ou variar de preço, mas o furto (quando não há contato com a vítima) continua sendo um dos que mais resultam em prisão em Minas. O sistema carcerário do Estado tem mais detentos enquadrados por essa e outras práticas de menor potencial ofensivo (como ameaça e dano) – 38,5% – que por tráfico de drogas – 32,7% –, além de superar o total de delitos contra a vida (assassinato, roubo e estupro) – 26,8%.

Os dados são da Secretaria de Estado de Defesa Social e mostram que, embora a população carcerária tenha aumentado 50% nos últimos cinco anos, a violência continua em alta – o roubo subiu 24,37% de janeiro a julho, em comparação com o mesmo período de 2013. Para especialistas, é preciso inverter a lógica de prisão e só colocar na cadeia os criminosos envolvidos em crimes contra a vida e corrupção, que geram grande dano ao país.
“Senão, de um prejuízo de R$ 200 por conta de um celular furtado, a sociedade paga mais cerca de R$ 3.000 por mês para manter o ladrão na cadeia”, afirmou o juiz do Grupo de Monitoramento do Sistema Carcerário do Maranhão e estudioso no tema Douglas de Melo – em Minas, o gasto médio por preso é de R$ 2.000 mensalmente, segundo a Seds.
Cenário. O Estado tem atualmente 53.800 presos enquadrados em cerca de 81.527 crimes – alguns estão envolvidos em mais de um delito. A maioria (cerca de 26 mil) está na cadeia por tráfico de drogas. “Temos cerca de 200 mil presos no Brasil por tráfico, mais ou menos três vezes a população carcerária da Argentina. Se todos fossem traficantes, o tráfico no país já teria acabado”, disse Melo.
Para ele, os presídios estão lotados de dependentes químicos que vendem drogas para sustentar o vício e de ladrões de celular. “A criminalidade diminuiria muito se mudássemos o sistema, concentrando nossas forças em homicídio e crimes contra a vida. Os presídios estão tão cheios que viram crime organizado. Sinal de que há uma deformação, com mais valor para o patrimônio que a vida”, disse o juiz.
Na lista de crimes mais recorrentes entre os detentos, o homicídio aparece em quarto lugar, responsável por 7,8% dos enquadramentos (cerca de 6.300 presos) – menos que o furto, com 10,5% (8.500). O roubo, que tem o uso de violência, aparece com 17,9% (14,5 mil), menos que o total de crimes de menor potencial ofensivo, que somam 28% (22,8 mil). Essa ordem se mantém desde 2009, quando o sistema tinha 35.894 presos – 17,9 mil a menos que hoje.
O juiz da Vara de Execuções Penais de Belo Horizonte Marcelo Pereira, por sua vez, defende que o crescimento da população carcerária é fruto da criminalidade crescente nas ruas, e não de uma decisão da Justiça. Ele argumenta ainda que há mais presos por furto que por homicídio pelo fato do primeiro crime ser mais comum que o segundo. “Cada juiz toma a decisão de acordo com sua convicção, mas observo que prisão é usada em crimes com violência ou grave ameaça”.
Insegurança
52.674 roubos foram registrados em Minas nos últimos sete meses

Apacs
Apacs. Além de penas alternativas para presos de menor periculosidade, as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs) são vistas com bons olhos por especialistas para melhorar o sistema prisional e, de fato, ressocializar os detentos – nelas, presos trabalham e são responsáveis por sua recuperação. “É uma pena que sejam tão poucas no país. Nas Apacs, não importa o crime praticado, mas, sim, sua disposição em se ressocializar”, afirmou o juiz Douglas de Melo.
Estrutura. Em Minas, as Apacs são mantidas desde 2001. Hoje, há 33 unidades, maior número entre os Estados brasileiros, segundo o governo. A meta é criar mais oito. Em 2013, o Estado investiu R$ 20 milhões na manutenção das Apacs.

Prevenção. Para evitar o aprisionamento, a Seds diz que a principal estratégia é investir em prevenção. Há hoje cinco programas: Fica Vivo!, Mediação de Conflitos, Central de Acompanhamento de Penas e Medidas Alternativas (Ceapa), Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional (PrEsp) e Programa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
FONTE:http://www.otempo.com.br/cidades/n%C3%BAmero-maior-de-presos-n%C3%A3o-reflete-em-redu%C3%A7%C3%A3o-de-crimes-1.909277

SUSPENSÃO DE CONTRATOS ATÉ A ÚLTIMA ORDEM!

Ronan Rodrigues, presidente da União Mineira dos Agentes de Segurança Prisional do Estado de Minas Gerais – Unimasp-MG e integrante do Comitê de Campanha do candidato a deputado estadual, Márcio Santiago, após várias articulações junto a parlamentares e representantes dos agentes penitenciários, comemora a aprovação do Projeto de Lei (PL) 4.170/13.


O Projeto propõe alterações na Lei 18.185, de 2009, que trata da contratação por tempo determinado para atender à necessidade temporária de excepcional interesse público. Visa garantir a prorrogação dos contratos para além dos seis anos, enquanto não for realizado concurso e provimento dos cargos e assegura que seja computada, no concurso, a experiência dos agentes contratados em forma de pontuação extra.



Vale lembrar que foi Ronan Rodrigues quem deu origem a petição que culminou no PL 4.170/13. Ele defende a proposta de aumento do efetivo no Sistema sem a demissão dos contratados, mas, em entrevista, conta que teme represálias contra a categoria. Em vídeo gravado durante audiência pública, Ronan pede a mobilização de todos os agentes e afirma que não vai tolerar que a agentes penitenciários sejam denegridos.






A reunião contou com grande participação de público, além dos convidados: Marco Antônio Rebelo Romanelli, secretário de Estado de Defesa Social; Murilo Andrade de Oliveira, subsecretário de Estado de Defesa Social; Adeilton de Souza Rocha, presidente do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado de Minas Gerais – SINDASP-MG; Renan Rodrigues, presidente da União Mineira dos Agentes de Segurança Prisional do Estado de Minas Gerais – Unimasp-MG.





Nota de pesar

Dois episódios de tamanha gravidade marcaram e indignaram toda a direção do Sindpol/MG. A investigadora, Maria Regina de Almeida, foi assassinada ao sair com seu veículo na porta de casa, no bairro Nova Suíssa. Segundo informações, dois bandidos alvejaram nossa policial civil, não dando qualquer condição de defesa à mesma.
Também na manhã de hoje, outro investigador da Polícia Civil, Paulo César de Oliveira Mendes, que estava cumprindo seu dever, foi gravemente baleado durante um tiroteio em Contagem/MG, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Estes dois fatos não podem ser tratados como fatos isolados e só vêm desnudar a real situação de vulnerabilidade, desamparo e abandono, pela qual atravessa a nossa instituição Polícia Civil e seus apoiadores. Além de baixo efetivo, não há adicional de periculosidade e risco de contágio para os policiais. Reivindicamos a apuração e a resposta institucional necessária e proporcional em casos como estes.
A direção do sindicato não só se solidariza com os companheiros e familiares desses dois guerreiros atingidos em combate, mas também, exige das autoridades e do Governo do Estado maior acompanhamento e atenção para com os operadores da Polícia Civil, que colocam suas vidas em risco para cumprir seu ofício e garantir à sociedade mais proteção e segurança.
Diretoria Executiva

POLÍCIA FEDERAL REGISTRA 15º SUICÍDIO DE POLICIAL


Esta semana foi registrado o 15º suicídio de um policial federal nos últimos dois anos, segundo fontes da própria corporação. José Roberto Correia de Araújo, de Londrina (PR), foi o terceiro caso somente nos últimos cinco meses. Segundo sindicalistas, “o comportamento da direção da PF tem provocado e agravado diversos problemas entre os policiais”, incluindo problemas psicológicos e psiquiátricos.

PRESIDENTE ALEXANDRE GUERREIRO REBATE INVERDADES DO EX-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO CLÁUDIO ALVES

GOLEIRO BRUNO: CNJ INVESTIGA TRANSFERÊNCIA PARA NM



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar denúncia de que a transferência do goleiro Bruno Fernandes de Souza para a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, em 20 de junho, contou com o “apadrinhamento” de pessoa influente. Uma reclamação disciplinar assinada pelo advogado João Antonio Reina, do escritório paulista Carbone & Faiçal, foi protocolada no CNJ pedindo abertura de processo de investigação. Já o advogado Thiago Lenoir, que defende Bruno, considerou um factóide a acusação e disse que não vai rebatê-la, pois seu foco é o recurso em segunda instância contra a condenação de seu cliente e a permissão para que o ex-atleta volte a jogar futebol.

FONTE:  jnnoticias
Jornal De Notícias Moc

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Expectativa de vida de agente penitenciário é de 45 anos em SP

As péssimas condições de infra-estrutura do sistema penitenciário nacional atingem não só os presos, como temos amplamente exposto, mas também os agentes penitenciários. É que mostra recente estudo realizado pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a pesquisa, além da precariedade de ordem estrutural, a extensa jornada de trabalho e o estresse, decorrente da atividade laboral, contribuem para a baixa expectativa de vida dos Agentes de Segurança Penitenciária (ASP’s).
A pesquisa foi coordenada pelo psicólogo Arlindo da Silva Lourenço, que trabalha em penitenciárias masculinas do Estado de São Paulo e, entre 2000 e 2002, foi um dos responsáveis pela implementação de uma política de saúde dos trabalhadores, que acompanhou agentes vitimados em rebeliões.
De acordo com o pesquisador, muitos agentes sofrem, constantemente, pressões e ameaças que contribuem para a desorganização psicológica – cerca de 10% desses trabalhadores abandonam a atividade por motivos de saúde, geralmente, distúrbios psicológicos e psiquiátricos.
Ademais, a alta jornada de trabalho desses agentes (12 horas de trabalho e 36 horas de repouso), somada às más condições de trabalho nas penitenciárias e ao ressentimento dos agentes em relação à dificuldade de modificar o ambiente laboral, reflete em uma baixa expectativa de vida. Segundo o estudo, muitos morrem cedo, entre 40 e 45 anos, devido a uma série de problemas de saúde contraídos durante o exercício da função, como diabetes, hipertensão, ganho de peso, estresse e depressão.
Não é novidade, mas a carência de equipamentos materiais básicos cria condições que deterioram e empobrecem a pessoa. "As penitenciárias são repletas de ambientes úmidos e de iluminação insuficiente, de cadeiras sem encosto ou assento, e janelas de banheiros quebradas, elementos que comprometem o bem-estar e a privacidade de agentes e de sentenciados”.
Essas deficiências da (des)organização carcerária interferem diretamente na capacidade de ressocialização do indivíduo. Lourenço argumenta: “Como dizer para o detento que a vida pode ser diferente, o aprisionando em um ambiente insalubre, empobrecido, de miséria e desgraça?”.
O estudo aponta que a atual escassez de recursos não permite a execução do trabalho do agente penitenciário com decência, o que implica um não reconhecimento de sentido na profissão e, consequentemente, “em um não reconhecimento de sua função social e de sua existência”.
A resolução dos detalhes estruturais das instalações, tornando-as adequadas para o convívio, trabalho e permanência humana, já representaria uma grande diferença na qualidade de trabalho dos agentes e na reabilitação dos detentos, segundo o pesquisador. Contudo, essa situação pouco se modificará enquanto os agentes não perceberem a influência destes fatores em sua qualidade de vida.
Infelizmente, a situação tende permanecer como está, uma vez que as penitenciárias estão longe de ser uma prioridade entre as políticas públicas do Estado.
(EAH)

FONTE:  ibccrim

Wandrew Schwenck

Oi? Como começar a escrever sobre o dia 01 de setembro? Pensei bastante no que eu poderia escrever para vocês, pois sei que muitos param para lê meus pensamentos, recebo mensagens e muita positividade. Pois vocês me fazem ser forte para continuar a caminhada dessa minha nova jornada. Não é fácil! Nada é fácil! Não sou forte, aprendi ser forte, a vida né obrigou a ser forte, me obrigou vê minha vida regredir e meus sonhos serem roubados. Hoje completo 5 anos de lesão medular, sou tetraplégico desde os 29 anos. A idade que vi meus amigos indo para faculdade, namorar, casar, ter filhos, saindo, baladas, praia, caminhar, seguirem suas vidas normalmente e me vi deitado parado e olhando a volta achando que perdi tudo. Tentando ser forte e não chorar para que meus pais pudessem agüentar essa barra junto comigo. Pessoas me deixaram, perdi amigos por causa da lesão (SIM, POR CAUSA DA LESÃO). Nem todos estão preparados a privar suas vidas para lidar e se relacionar com um deficiente físico, muitos não me deram oportunidade de mostrar que voltaria algum dia a rotina de sempre. Enfrentando obstáculos, barreiras, preconceito, olhares, falta de acessibilidade e oportunidade. Choro com saudades do que era tão simples e fácil no "nosso dia-a-dia", hoje para mim é um desafio. Choro pela falta de oportunidades em muitas coisas, poder caminhar na praia, afundar meus pés na areia, levantar da cama e tomar meu banho como antes (não sentado em uma cadeira). Saudades de olhar como fiquei na roupa nova, como estou vestido por completo. Correr e abraçar alguém por inteiro, de ir e vir sem da explicações. A saudade e as lembranças ficarão nas fotos, não posso voltar ao tempo ou atrás do que eu já fui um dia. Tento mudar o que eu posso, tento ser mais forte do que você possa imaginar, pois melancolia é a todo instante em nossos pensamentos. "EU NÃO NASCI ASSIM, POR QUE ISSO COMIGO?" 
Agora pergunto para Deus, "PARA QUE ESTOU ASSIM?", pois o por que até hoje não sei o propósito. Sei que nessa nova vida conheci pessoas e lugares inesquecíveis, tive ótimas oportunidades, reconquistei coisas que perdi andando. Uma delas se chama CONFIANÇA, algo que quando se perde é como um papel amassado, nunca mais volta a ser o mesmo. 
Sinto fortes dores e saudades, mas sinceramente não saberia responder se eu trocaria a vida de hoje, conquistas e pessoas que conheci pela vida de 2009. Eu não sei, não sei se gostaria de voltar a ser o Wandrew Schwenck antigamente. (Acho que não).

"A vida me ensinou a nunca desistir, mas procurar evoluir."
Pode ter me tirado muitas coisas, mas as que conquistei são incomparáveis da minha vida antiga. Aprendi dominar minha cadeira, aprendi que ninguém me carrega e domina meu caminho ou destino. Esse trabalho deixa comigo, quem leva essas duas rodas e toda força de viver sou eu. 
Tentaram me derrubar, me desafiaram e eu dobrei a aposta.

"Caiu 7 vezes, levante 8."

E O CAOS ESTÁ SE INSTALANDO!!! DETENTOS INICIAM GREVE DE FOME NOS PRESÍDIOS.

Pavilhão 1 da Penitenciária de Alcaçuz é alvo da operação de revista da PM (Foto: Henrique Dovalle/G1)

Dos 900 presos da Penitenciária de Alcaçuz, 550 fizeram greve de fome (Foto: Henrique Dovalle/G1)
A greve de fome iniciada nesta segunda-feira (1) no sistema penitenciário do Rio Grande do Nortefoi aderida por mais de dois mil detentos de pelo menos seis unidades prisionais. O levantamento foi feito pelo G1 com base nos dados repassados pela Coordenadoria de Administração Penitenciária do Estado (Coape) e diretores dos presídios em que os apenados ficaram sem se alimentar. A Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania ainda não sabe o que motivou a greve de fome de 2.157 presos.
A coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, conta que os presos não aceitaram comer o café da manhã, o almoço, o jantar e o lanche da noite. Para evitar o desperdício da comida, alguns diretores de presídios redistribuíram as quentinhas entre apenados que não aderiram à greve de forme ou fizeram doações. No entanto, na maioria dos casos, a comida estragou. "Acreditamos que a movimentação começou hoje porque os detentos estão com suprimentos por causa das visitas do fim de semana", diz Dinorá Simas. Os presos não fizeram nenhuma reivindicação até o momento.

Está confirmada a greve de fome em seis unidades: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; Penitenciária Estadual de Parnamirim; Cadeia Pública de Natal; Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó; e Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim. A coordenadora de Administração Penitenciária vai se reunir com todos os diretores nesta terça-feira (2) para avaliar a situação de cada unidade prisional e estudar medidas.
Pavilhão Rogério Coutinho Madruga, em Alcaçuz (Foto: Ricardo Araújo/G1)Na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, a
maioria dos detentos evitou as refeições
(Foto: Ricardo Araújo/G1)
Situação nos presídios
Na Penitenciária de Alcaçuz, maior unidade prisional do estado, dos quatro pavilhões onde estão encarcerados 900 detentos, três aderiram à greve, totalizando 550 presos sem se alimentar. Os presos costumam fazer quatro refeições por dia em Alcaçuz. É servido pão e café pela manhã e à noite, enquanto as quentinhas são distribuídas no almoço e jantar. "Para não perder tudo, redistribuímos a comida com os 350 presos que estavam comendo normalmente", explica o diretor da unidade, Ivo Freire, que pretende visitar os pavilhões nesta terça para apurar o motivo da greve de fome.

Enquanto isso, na Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, 350 dos 400 presos se mobilizaram. Com isso, cerca de 700 quentinhas que seriam servidas no almoço e jantar estragaram. O diretor da unidade, Osvaldo Rossato, não recebeu reivindicações. "Teve esse salve desde cedo, mas o dia foi tranquilo. Não temos notícia do que seja", afirma.
O diretor da Penitenciária Estadual de Parnamirim, Durval Oliveira Franco, informou que também não houve registro de tumulto entre os 497 presos da unidade. "Os dois pavilhões evitaram as refeições o dia todo. O movimento foi meio silencioso. As quentinhas se perderam todas", relata.
Penitenciária Estadual do Seridó foi interditada (Foto: Ilmo Gomes)Presos da Penitenciária do Seridó, em Caicó,
também aderiram greve de fome (Foto: Ilmo Gomes)
Na Cadeia Pública de Natal, a solução encontrada pelo diretor Eider Pereira de Brito foi doar as refeições para bairros periféricos da cidade. "Os 400 detentos dos dois pavilhões aderiram. Já doamos as sobras normalmente e hoje enviei um agente penitenciário para levar as quentinhas para comunidades carentes", diz. O diretor também informou que vai apurar o motivo da greve de fome com os detentos nesta terça.

De acordo com o vice-diretor da Penitenciária do Seridó, Ednaldo Cândido Dantas, a maior parte da comida estragou. "A carne deu para colocar no freezer e evitar o desperdício", conta. Na unidade, 310 dos 470 apenados não aceitaram as refeições. Participaram da greve de fome os detentos dos dois maiores pavilhões da penitenciária, que possui um total de cinco pavilhões.

A última unidade prisional que teve a greve de fome confirmada foi o CDP de Ceará-Mirim, onde segundo a coordenadora de Administração Penitenciária, Dinorá Simas, 50 presos deixaram de comer.
FONTE:http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2014/09/mais-de-2000-presos-mantem-greve-de-fome-nos-presidios-do-rn.html
MAIS:

Detentos fazem greve de fome nos cinco maiores presídios do RN

Detentos de cinco unidades prisionais do Rio Grande do Norte iniciaram uma greve de fome no início da manhã desta segunda-feira (01). Segundo a coordenadora de Administração Penitenciária (Coape), Dinorá Simas, os presos estão articulados e recusaram o café da manhã e o almoço oferecidos durante o dia. Dinorá Simas explica que a causa da greve ainda não foi descoberta pela Alministração Penitenciária, porém, os responsáveis pelos presídios trabalham em conjunto para descobrir a motivação.

De acordo com o diretor da Penitenciária de Alcaçuz - localizada a cerca de 30 quilômetros de Natal -, Ivo Freire explica que apesar da recusa de alimentos nenhuma movimentação estranha ocorreu até o momento. “ Aqui no presídio está tudo tranquilo, interrogatórios já foram feitos aos presos mas ninguém explicou o motivo da greve. O serviço de inteligencia está tentando descobrir agora quem são os líderes do movimento, nós sabemos que eles estão articulados entre si, mas não entendemos como”, afirma. 

O diretor do Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz, Osvaldo Júnior também afirma que os presos recusaram as refeições, mas que no local não houve nenhuma alteração estranha até o momento. “Após as visitas do fim de semana, os presos ficaram com suprimentos, essas greves de fome são até comuns. Mas vamos trabalhar conjuntamente principalmente para desvendar quem são os líderes do movimento”, explica.

A greve de fome está ocorrendo nos seguintes presídios: Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta; no Presídio Estadual Rogério Coutinho Madruga, conhecida como Pavilhão 5 de Alcaçuz; na Penitenciária Estadual de Parnamirim, em Parnamirim; na Cadeia Pública de Natal; e Penitenciária do Seridó, em Caicó.

FONTE:Tribuna do Norte