quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Goleiro Bruno volta para a Penitenciária Nelson Hungria.

Transferência aconteceu na terça-feira em total sigilo. Advogados começaram a trabalhar pelo retorno do goleiro a Contagem após juiz negar a permissão para trabalho externo do goleiro, que pretendia jogar no Montes Claros Futebol Clube.


 postado em 26/11/2014 13:39 / atualizado em 26/11/2014 14:01
Euler Junior/EM/D.A Press - 04/03/2013


O goleiro Bruno Fernandes voltou para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Defesa Social. A transferência aconteceu na terça-feira em total sigilo. 

Preso desde julho de 2010, Bruno foi transferido do presídio na Grande BH para a Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais, onde estava desde o dia 20 de junho. A transferência fazia parte de uma estratégia da defesa para conseguir autorização para que o ex-goleiro pudesse sair para trabalhar durante o dia. Em 28 de fevereiro, Bruno assinou contrato com o Montes Claros Futebol Clube, equipe da segunda divisão do futebol mineiro. 

O advogado de Bruno, Thiago Lenoir, disse que desde que o juiz de Francisco Sá, Flambo da Costa, negou o pedido de trabalho externo para que Bruno voltasse a jogar futebol no Montes Claros Futebol Clube, a defesa começou a trabalhar objetivando o retorno dele a Região Metropolitana de Belo Horizonte “para ficar próximo da sua família”. Segundo ele, mediante essa ação, a Superintendência de Administração Prisional (Suapi), numa decisão administrativa, decidiu transferir o detento novamente para a Nelson Hungria, onde, ainda de acordo com o advogado, a superintendência entendeu que era “o melhor lugar par o Bruno ficar”. 

Ele também declarou que o contrato com o Montes Claros Futebol Clube continua vigente, entretanto, está temporariamente suspenso enquanto o ex-goleiro não obter autorização para saída para o trabalho externo, o que é objeto de um recurso apresentado pelos advogados de Bruno junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
FONTE:http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/caso-bruno/2014/11/26/internas_caso_bruno,593773/goleiro-bruno-volta-para-a-penitenciaria-nelson-hungria.shtml

Homossexuais revelam rotina de abusos em unidades prisionais onde não há 'ala gay'

Agora protegidos em ala exclusiva em presídio de Vespasiano, homossexuais estão livres da violência de outros detentos

Publicação: 25/11/2014 07:24 Atualização:


“Travesti responsável por comercializar drogas. A primeira palavra que eles puseram no meu B.O. (boletim de ocorrência) foi travesti. A sociedade em si discrimina muito”. Com essa fala, a transexual feminina Liz Vitoi, de 26 anos, irrompe a tela do premiado documentário A ala, do jornalista Fred Bottrel, que estreou semana passada. Com cachos longos e louros, eleita Miss Trans Prisional, Liz revela detalhes sobre a rotina da ala criada especificamente para homossexuais no Presídio de Vespasiano, na cidade de mesmo nome, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

“Se cortarem meu cabelo, eu me mato”, avisou Liz, ao ser recolhida por furto na cela masculina de uma cadeia do interior mineiro. Na época, ela se rebelou contra o procedimento padrão para homens presos, que exige raspar a cabeça, eliminar adereços, cortar as unhas e vestir o uniforme da prisão. Ela e outros 105 presidiários em Minas Gerais assinaram um termo de reconhecimento de homossexualidade, como forma de se proteger da homofobia dentro das celas.

Sessenta e um dos homossexuais estão na prisão temporária, em Vespasiano. O restante cumpre pena emregime fechado em São Joaquim de Bicas, na primeira “ala gay” do país, criada em 2009, que continua em funcionamento. A tentativa de fazer o mesmo no estado da Paraíba não foi para frente. Este ano, resolução da Secretaria Nacional de Direitos Humanos determinou a ampliação da medida para todos os presídios do país. ]

Mutilação

Uma das inspirações para o surgimento da “ala gay” em Minas foi o contundente depoimento do travesti Vitória Rios Fortes, de 28, enquadrado por tráfico em 2009. “Eu era obrigada a ter relação sexual com todos os homens das celas, em sequência. Todos eles rindo, zombando e batendo em mim. Era ameaçada de morte se contasse aos carcereiros. Cheguei a ser leiloada entre os presos. Um deles me ‘vendeu’ em troca de 10 maços de cigarro, um suco e um pacote de biscoitos”, denuncia Vitória, que passou a mutilar os braços para chamar a atenção da diretoria da penitenciária na época.

“Tenho uma cabrita para treta” é a espécie de senha usada entre os presos das unidades carcerárias para homens, quando alguém dentro da cela se referia aos serviços prestados pelo preso com outra orientação sexual. “Fiquei calada até o dia em que não aguentei mais. Cheguei a sofrer 21 estupros em um dia. Peguei hepatite e sífilis. Achei que iria morrer. Sem falar que eu tinha de fazer faxina na cela e lavar a roupa de todos. Era a primeira a acordar e a última a dormir”, desabafa.

“Dentro das cadeias, os travestis são usados como moeda de troca entre os presos”, compara Walkíria La Roche, coordenadora de Diversidade Sexual do governo de Minas. Ela conta ter ficado quatro dias sem dormir depois de ouvir relatos semelhantes aos de Vitória, em visitas aos presídios. Com a equipe, passou a conceber um projeto capaz de proteger a integridade física dos prisioneiros no estado. “Muitos evitavam declarar a homossexualidade dentro da prisão para não sofrer preconceito. Nem todo gay é afeminado, mas os travestis e transexuais já trazem isso no crachá”, compara ela. Na resolução federal, esses gêneros podem optar por ser transferidos para unidades prisionais femininas. Nos outros casos, é também opção do preso declarar-se ou não homossexual.

Banho de sol e dia da beleza

Como os outros, a fachada do Presídio de Vespasiano inspira medo, com as torres de segurança, arame farpado e homens fortemente armados da vigilância. Não há arco-íris brotando em cima do tijolo de concreto. Na portaria, é preciso enfrentar vistoria e deixar o documento de identidade. O tratamento mais humanizado aos presos homossexuais se revela nos detalhes. Às quintas-feiras, o banho de Sol dá direito ao dia da beleza, que inclui liberar secadores de cabelo. “Não dá para antecipar o direito ao secador para a minha colega? Ela está há uma semana sem lavar a cabeça”, implora um dos detentos, com os braços para fora da cela e unhas esmaltadas de lilás.

A diretora de atendimento ao preso, Fernanda Viana, explica que, para emprestar a chapinha, irá pedir autorização ao diretor geral da unidade, Cláudio Welson Eloi Gonçalves. Segundo ela, aquela cela recebe presos que acabaram de ser transferidos e ainda não conquistaram o direito ao uso do secador de cabelos. “Já sei o que aconteceu. Ela não quer ficar sem os cabelos lisos e só vai lavar o dia em que conseguir a chapinha”, conta ela, falando na mesma língua dos homossexuais com características femininas. “Ser mulher facilita, porque eles deixam aflorar as mesmas carências”, completa.

Para a diretora, o preconceito em relação aos homossexuais nas cadeias reflete a sociedade lá fora. “A maior homofobia vem de casa. Eles nunca recebem visitas. A família já não aceita a homossexualidade do filho e o isola ainda mais quando ele comete um crime”, conta.

Sem um ponto de apoio do lado de fora, os gays usam os telefonemas permitidos para combinar o envio de maquiagens e esmaltes pelos Correios. Não se trata de relação afetuosa. A dívida será cobrada do lado de fora dos muros. Da primeira vez, Rodolfo Lúcio dos Santos, de 22, cumpriu pena por roubo. Está de volta por suspeita de ter matado o parceiro, o que ele nega. “Aqui tem o benefício de fazer as sobrancelhas e as unhas”, diz o homossexual, que sofreu na cadeia do Bairro Palmital. “Eles não quiseram me aceitar na cela, só pelo fato de ser homossexual. Fui parar no seguro, a cela isolada onde ficam os estupradores”, diz.

Realidade em filme

As falas de travestis, drag queens e transexuais costumam ser exploradas em programas de humor, memes na internet e bordões de stand ups. Em seu documentário de estreia, o jornalista Fred Bottrel conta que a primeira parte de A ala conseguiu arrancar risos da plateia no Festival Mix Brasil de Cinema da Diversidade, em São Paulo. Na segunda parte, porém, o efeito foi de choque. “As pessoas estão habituadas a rir dos travestis, mas houve um momento de parar e começar a entender que não é tão legal assim quando o travesti conta que a mãe foi morta na frente dele, quando tinha 14 anos”, afirma o diretor.

Apesar de revelar passagens trágicas da vida deles, os presidiários continuam brincando com as situações ao longo do documentário. “Não há problema em rir daquele que é diferente, desde que não seja por se sentir superior a ele. Com a exibição do documentário, a gente está aprendendo a rir deles, junto com eles. O melhor é poder rir com consciência”, ensina o jornalista mineiro, que trabalha no Correio Braziliense, dos Diários Associados, em Brasília.

Fred Bottrel gastou cerca de seis meses com a produção do documentário, que explorou um tema mantido em certo sigilo dentro do próprio sistema prisional. “Como é que ninguém nunca se interessou por ouvir essas pessoas? Elas merecem ser ouvidas”, defende o jornalista. Em maio, ele esteve em Minas para as gravações. O curta ficou pronto em junho. Na sua primeira exibição, faturou prêmio de melhor documentário pelo júri popular e menção honrosa pelos jurados do festival.
Palavra de especialista

Carlos Magno,
presidente da ABGLT

Vulnerabilidade permanece

“Na verdade é uma medida paliativa frente a uma situação de vulnerabilidade da população em privação de liberdade no Brasil. Se a dignidade humana estivesse sendo respeitada nos presídios, não seria necessário ter ala específica para LGBT. Continua existindo abuso de heterossexuais com heterossexuais nas cadeias. Com os homossexuais, a vulnerabilidade é maior. Não há só uma relação de poder estabelecida, mas também de preconceito que leva à violência física. É aquela coisa do ‘vamos abusar de você para você aprender a virar homem’. É um absurdo”

ASP DA 11º RISP MORRE APÓS PASSAR MAL EM LUTA!


 O ASPJordan Batista apresentou desidratação e teve parada cardio respiratória
Um lutador de 27 anos morreu após ficar sem beber água para chegar ao peso ideal e participar de um campeonato em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.
Em luto, a academia onde Jordan Batista treinava ficou fechada. O homem era faixa branca em jiu-jitsu e participava de uma competição pela primeira vez.
Depois de ganhar a primeira luta no campeonato, o homem começou a se sentir mal. O primeiro atendimento foi feito no ginásio. Em seguida, ele precisou ser levado para a Santa Casa, onde apresentou quadro de desidratação e, oito horas depois, sofreu uma parada cardio respiratória.

O irmão do lutador, Kevin Silveira, diz que Batista era saudável.
— Ele já tinha feito uma bateria de exames que não apontaram nada. O Jordan comentou que a categoria dele era 70 kg e, por isso, tinha diminuído a alimentação e ingeriu menos água para ficar com o peso adequado

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressureição e a vida. Aquele que crê em mim ainda que morto viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá.
João 11:25-26


AJUDEM NOSSOS GUERREIROS NA LUTA!

VAMOS CONTRIBUIR PARA NOSSO IRMÃOS CONTINUE O ACAMPAMENTO NA ALMG/MG, POIS É LÁ QUE AS COISAS ACONTECEM!!!!!!!!


Parem de morrer de véspera pessoal . Preocupem agora em ajudar os parceiros que estão lá acampados na ALMG. 
Façam posts cobrando ajuda e apoio de todos para os guerreiros acampados na ALMG.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

SEGURANÇA: Polícia estuda instalar câmeras para vigiar unidades.


Aparelhos seriam colocados apenas nas delegacias que não guardam objetos de valor ou armas

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B-CMVTA
Teste. Delegacia de Mulheres passou a ser monitorada por câmeras, liberando policiais para serviço
PUBLICADO EM 26/11/14 - 04h00
A Polícia Civil de Minas Gerais estuda usar monitoramento por câmeras e alarmes para substituir a utilização de policiais como vigias de delegacias que não mantenham estoques de armas, drogas e dinheiro apreendidos pela corporação. Um projeto piloto já está em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, no Barro Preto, na região Centro-Sul da Capital. Na unidade, quatro policiais que faziam a vigilância foram substituídos pelos equipamentos e passaram a atuar na investigação de crimes.

Conforme a delegada Tânia Darc, chefe do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, o objetivo é aproveitar ao máximo os servidores. “O Estado gasta muito pagando servidores para tomar conta de prédios, quando esses policiais poderiam ajudar a investigar e esclarecer delitos”, explicou.
No projeto, as imagens das câmeras são enviadas para uma central, onde, no menor sinal de irregularidade, uma viatura será acionada para averiguar o prédio público. “Claro que não podemos deixar bens de valor apreendidos ficarem à mercê de bandidos. Por isso, somente delegacias que possuem patrimônio considerado normal poderão passar por essa mudança”, disse Tânia Darc.
Procurada, a Polícia Civil informou que não há qualquer decisão da corporação no sentido de desguarnecer as unidades policiais da devida vigilância, serviço executado ora por servidores, e ora por câmeras de segurança.

FONTE:http://www.otempo.com.br/cidades/pol%C3%ADcia-estuda-instalar-c%C3%A2meras-para-vigiar-unidades-1.952516

Senado aprova prioridade para o uso de armas não letais em ação policial.

Gás lacrimogêneo, balas e cassetete de borracha, spray de pimenta e arma de eletrochoque, também conhecida como taser, terão prioridade na ação policial. É o que determina matéria aprovada pelo Plenário do Senado na tarde desta quarta-feira (26). Pelo substitutivo ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 256/2005, o uso de armas não letais poderá ter prioridade sobre as armas de fogo na ação policial – desde que essa opção não coloque em risco a vida dos policiais. Agora, a matéria segue para sanção.
O projeto, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), já havia sido aprovado quarta-feira passada (19) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). De acordo com o texto, armas não letais têm baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes e são projetadas para conter, debilitar ou incapacitar pessoas temporariamente. O projeto também proíbe o uso de armas de fogo nos casos de abordagem contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial, desde que o uso do armamento de menor poder ofensivo não coloque em risco a vida do agente de segurança ou de terceiros.
Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, a matéria é da maior importância para a realidade do país. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) lembrou que a arma letal só pode ser usada em determinadas condições e sob parâmetros legais. Segundo ele, a prioridade da arma não letal pode significar a preservação de vidas.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), porém, manifestou preocupação com o uso de armas de choque e spray de pimenta nas manifestações populares. Para ela, esses instrumentos ainda podem ser considerados violentos e têm causado danos a manifestantes. Em resposta, Crivella explicou que o uso desse tipo de armamento deve obedecer a princípios de legalidade, razoabilidade e proporcionalidade.
— O que o projeto cuida é exatamente de disciplinar para que não haja nenhum abuso contra os manifestantes — disse o senador.
Crivella recordou que o projeto vem sendo debatido há nove anos no Congresso. Ele destacou o crescimento da violência na ação policial, resultando em grande número de mortes, em especial de jovens. Para reduzir as ocorrências e manter a integridade física de pessoas em abordagens policiais, a sugestão é disciplinar o uso da força pelos agentes de segurança, com prioridade para armas não letais. O objetivo, segundo o senador é adequar o uso da força por parte do poder público para reduzir as ocorrências graves e preservar fisicamente as pessoas envolvidas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

ACAMPAMENTO NA ALMG CONTINUA ATÉ O DIA 10/12/2014

Aos companheiros que estão   acampados na ALMG, eles aguardam um ato oficial oriundo  da SEDS/MG. Se for preciso eles ficarão até o dia 10/12/2014 o dia anunciado das nomeação pelo legislativo estadual. Quem puder nos ajude e venha m se juntar conosco, assim, irão contribuir com o corpo de guerreiros que ali se encontram acampanados na ASSEMBLEIA, pois, a sua presença é nossa força.
Faça seu depósito e quem for de BH vá lá dar uma moral para os companheiros da causa.

NO ATO DESSES AGENTES EXPLODIMOS A ALMG


Wladmyr Dantas, Lucas Martins, Gabriella, Pacheco e outros Companheiros Valorosos que invadiram a ALMG em sala reservada depois de serem retirados de Plenário pela Polícia Legislativa... Valeu Guerreiros!



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ATO HEROICO DE MANIFESTANTES NA ALMG - Em clima tenso, agentes penitenciários invadem plenário da Assembleia de Minas

Até o momento não se sabe como os quatro homens chegaram até o plenário, após muita negociação eles deixaram o local

postado em 25/11/2014 15:45 / atualizado em 25/11/2014 17:43
O clima esquentou no plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais na tarde desta terça-feira. Protestando contra a demora na convocação pelo governo do estado, quatro agentes penitenciários ocuparam o espaço da Casa reservado para os deputados debaterem durante a sessão. Com gritos e vaias, os manifestantes - que também tomaram as galerias -, exigiam a nomeação dos aprovados em concurso realizado em 2012. O presidente do Legislativo estadual, Dinis Pinheiro (PP), exigiu a retirada dos manifestantes para que a reunião pudesse prosseguir. 
“Eu não vejo motivo para essa atitude. Eu me reuni com cerca de 30 pessoas há cerca de uma hora e os recebi com todo o respeito. É falta de respeito a invasão deste solo sagrado”, disse Pinheiro aos manifestantes que estavam na galeria e aos quatro que estavam em plenário. De braços dados, os agentes acabaram deixando o plenário após intervenção de deputados da Comissão de Segurança Pública que negociaram a desocupação. 

Após os ânimos se acalmarem, Dinis Pinheiro disse que entrou em contato com a Cidade Administrativa e que o governo do estado se comprometeu a convocar os aprovados no concurso em dezembro deste ano. Ao todo, cerca de 3.000 mil agentes estão nesta situação. 

Os deputados Cabo Júlio e Sargento Rodrigues, integrantes da comissão de Segurança Pública, discursaram em defesa dos agentes e pediram que os pares discutam o assunto. Segundo Cabo Júlio, a invasão do plenário foi um “ato político” que surtiu efeito, já que levou o presidente da Assembleia a intervir no processo. Já Rodrigues, defendeu que os deputados votassem o projeto, de autoria dele, que prorroga o atual contrato dos agentes. 

A medida está na pauta da sessão de hoje, mas depende da análise de outras medidas consideradas polêmicas pela base e pela oposição. A PEC 69 que trata dos afetados pela Lei 100 e que foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e do chamado orçamento impositivo, assunto da PEC 63. Por falta de quórum nenhuma medida chegou a ser apreciada. 

Em nota, a Secretária de Defesa Social (Seds) informou que cerca de 3.161 agentes já foram convocados, e que restam “seis nomeações para finalizar a chamada dos demais aprovados”. Sobre novos concursos “a Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS) e a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) estão reformulando o cronograma de chamadas. As novas datas ainda estão em estudo”. 

Queda de braço

Para o líder do governo, Gustavo Valadares (PSDB) a base está apta a votar as matérias e acusou a opção de fazer obstrução da votação por causa das propostas que podem prejudicar o novogoverno de Fernando Pimentel (PT). Sobre a proposta que altera o ICMS, Valadares disse que se o novo governo quiser pode enviar novo projeto. “Esse governo faz o que quiser até dia 31 de dezembro. Se ele [novo governo] não gostar ele pode mandar outra proposta”, disse. Já Ulysses Gomes (PT) classificou o atual governo de “irresponsável” e o acusou de fazer coisas para prejudicar o governo. Segundo ele, a oposição não tem nada contra os projetos, mas considera que pautas tributárias não são para final de governo. 

Revoltado com a falta de quórum para votar os projetos em pauta na sessão de hoje, o assessor da Associação de Professores Públicos de Minas Gerais (APP/MG), Mário Assis, disse que os deputados não podem brincar com a população. Mobilizado para tentar aprovar a PEC 69, ele afirmou que a queda de braço que se estabeleceu na Casa está prejudicando a vida dos servidores afetados pela medida. “Um puxa a corda de um lado e outro do outro e o pescoço que está enlaçado no meio é o do servidor”, disse, se referindo à medição de forças que tem paralisado as votações. Assis espera que na próxima semana a proposta seja votada, após promessa feita a ele pelo deputado Dinis Pinheiro, que preside a Casa. 

DESABAFO DOS AGENTES PENITENCIÁRIOS NA ALMG

A categoria lotou a reunião de Plenário e, por interferência dos parlamentares, houve o compromisso do Executivo de fazer as nomeações até o final de Dezembro de 2014.