domingo, 21 de setembro de 2014

TEXTO CEL TELHADA - SP





Apoio incondicionalmente o Sd PM Henrique Bueno de Araújo, que matou um indivíduo defendendo a si e seus companheiros de farda.
Nunca vi um cidadão de bem atacando policial e tentando desarmar qualquer PM.
Conforme disse meu amigo Arnaldo Adasz: "Policial está armado para defender o povo, o patrimônio público e privado, a lei, mas principalmente a si mesmo. Tentar atacar um policial armado é pedir para receber uma reação imediata e pode ocasionar a morte do atacante. 
Que bom que neste caso tem um vídeo do momento em que o policial é atacado e se defende atirando. 
"Ah, tinha que se defender com instrumento não letal"... alguns dirão. 
Pra quê? O camarada que tem coragem de atacar um policial armado, imagina o que ele faria se o. PM estivesse com arma não letal ou se fosse qualquer cidadão comum?"
Concordo. O único culpado da morte do atacante é o próprio atacante; foi ele quem provocou toda essa tragédia...
Doa a quem doer essa é a verdade e o PM deve ser protegido, apoiado e defendido pelo estado. Quer mais segurança pública? Aprendam a defender aqueles que protegem a sociedade...
Sr. Secretário de Segurança Pública, solicito que venha a público e defenda a polícia que o Sr. comanda, demonstrando a todos que está conosco...
Eu já enfrentei multidões enfurecidas e sei muito bem que se a multidão dominar o PM ele pode ser morto...

sábado, 20 de setembro de 2014

TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO O MAIOR CRIME DA AMÉRICA LATINA

Agente Coraci retira sua candidatura à Deputado Estadual por uma candidatura única para o SISTEMA PRISIONAL DE MINAS GERAIS


Num encontro realizado na última segunda-feira, o Agente CORACI militante de inúmeras lutas em prol de melhorias e avanços para o sistema prisional de Minas, após entendimento com seus Colaboradores, decidiu retirar sua candidatura a bem do coletivo; - e definiu se ao lado dos companheiros para lutar por uma Campanha Única, ao lado do Grupo do Márcio Santiago. Numa atitude Nobre, Sensata, Verdadeiramente Classista, pois não há acordos financeiros, promessas, mas sim, um foco, um ideal para o Sistema, pensamento coletivo, agregado a uma Política limpa, transparente, honesta . Agora sim, tudo está consolidado, o Sistema hoje tem um Grupo Político forte, coeso, onde não haverão dissidências, provando que estamos alcançando maturidade e ao contrário do pensamento de muitos "oportunistas", temos e tivemos sim condições de Nos organizarmos e efetivamente termos um Representante Legítimo na ALMG/2015 . MÁRCIO SANTIAGO - 14.789 - DEPUTADO ESTADUAL - PTB . Vamos em Frente....

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Transexual gaúcha está segura em cadeia feminina no Egito, diz Itamaraty Família foi presa por prostituição há cerca de uma semana no Cairo. Perspectiva de soltura depende de audiência no dia 23, diz ministério.

Transexual gaúcha presa no Egito (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
Legislação egípcia prevê pena de um a três anos de cadeia por prostituição (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
O Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota nesta quinta-feira (18) estar monitorando as condições de segurança da transexual gaúcha presa neste mês por prostituição no Egito. De acordo com o Itamaraty, Jheniffer, de 34 anos, está encarcerada em uma cela feminina da delegacia de El Dokki, no Cairo, e não corre riscos.
"A Embaixada do Brasil no Cairo mantém contato com a 'Sra. Jheniffer' desde que o MRE [Ministério das Relações Exteriores] foi informado do caso, no dia 15 de setembro", diz a nota, acrescentando que funcionários da representação diplomática já estiveram na delegacia para ter contato com a brasileira.
Jheniffer mora na Espanha desde 2006. A transexual deu notícias pela última vez há 15 dias, quando contou a familiares que faria uma viagem ao Egito. Há uma semana, os parentes souberam que ela e uma amiga, de outra nacionalidade, foram presas na capital egípcia.
A primeira audiência sobre o caso, de acordo com o Itamaraty, ocorreu na terça-feira (16), no horário local, no Tribunal Shamal El Dokki, na capital egípcia. A sessão foi acompanhada por funcionários da embaixada brasileira. A próxima audiência está marcada para terça-feira (23).
O ministério salientou que qualquer perspectiva de soltura de Jheniffer depende da definição do poder judiciário egípcio na nova sessão. No país africano, prostituição é crime, com pena prevista de um a três anos de prisão.
Advogada diz que transexual
foi vítima de discriminação
A advogada da família, Luciane Medeiros, diz ter entrado em contato com o Ministério das Relações Exteriores. Apesar de a acusação ser de prostituição, os parentes suspeitam de que ela pode estar sendo vítima de discriminação por ser transexual.

"Eles são intolerantes", lamenta Luciane. "Até então não tivemos acesso aos autos, às provas, por qual razão ela foi condenada. Não temos ainda posição concreta nesse sentido", diz a advogada.
"Ela é alegre, tranquila, gosta de viver e é amorosa com a família", diz a tia de Jheniffer Marli Medeiros. Ela chora ao falar sobre a situação. "[Quero] que a tragam de volta para casa, para ficar conosco. Nós queremos ela, nós queremos ela", repete.
Na tarde de quarta-feira (17), Luciane se reuniu no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com um representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que prometeu entrar em contato com autoridades do Egito para obter informações sobre o caso.
FONTE: G1

Professores fazem sexo dentro de sala de aula e são filmados por aluno Escola também foi palco de denúncia de abuso sexual coletivo

Escola também foi palco de um suposto abuso sexual coletivoReprodução/Google Maps

A sala de aula foi o local escolhido por dois professores para manter relações sexuais durante o intervalo dos alunos. O casal foi filmado por um aluno, que deixou o celular gravando dentro da mochila.
A “festinha” aconteceu na escola estadual Padre Antônio Jorge Lima, em Bauru (SP).  Embora o vídeo tenha sido feito no dia 2 de setembro, o caso só veio à tona agora, depois que a Polícia Civil passou a apurar uma denúncia de abuso sexual coletivo contra uma aluna na mesma instituição de ensino.
O autor do vídeo é um aluno de 16 anos que, um dia antes, estranhou quando foi proibido de entrar na sala de aula. São 20 minutos de “interação multidisciplinar” em cima das carteiras entre o professor de filosofia e a professora de português — que mostraram também serem bons de química. O pai do aluno denunciou o caso após ver as cenas.
A diretoria regional de ensino de Bauru informou em nota que considera "considera inadmissível o ato que envolveu dois professores da Escola Estadual Padre Antônio Jorge Lima, e já decidiu pelo afastamento dos docentes. Vale salientar que um processo administrativo foi aberto e pode resultar na demissão dos envolvidos".
FONTE: R7

O defensor da polícia penal manobra a unificação do sistema prisional e socioeducativo, pois todos são Agentes Prisional numa única força

O guerreiro Creston 7014 é o atual defensor da POLÍCIA PENAL, fechou o compromisso com a categoria que, a partir de janeiro de 2015, irá reunir com o Governador de Minas para tratar a autonomia do SISTEMA PRISIONAL E SOCIOEDUCATIVO (transformar em secretária a SUAPI & SUASE), isto é, unificara as fileiras as subsecretárias, no intuito, de fortalecer a figura principal que é o Agente Prisional Mineiro. Assim, nessa vertente idealizadora seremos de fato e direito a 2ª força da SEGURANÇA PÚBLICA DE MINAS GERAIS. Portanto, também para janeiro de 2015, o Agente Creston 7014, colocará em pauta no CONGRESSO FEDERAL o ESTATUTO DO AGENTE PRISIONAL DO BRASIL, até que saia do papel à POLÍCIA PENAL, então, precisamos eleger o Agente Creston 7014, para mudarmos o cenário político e representativo do sistema.

CONFIRA AS TRÊS MANOBRAS DO DEPUTADO CRESTON 7014 NO LEGISLATIVO FEDERAL:

A LEI DAS 30 HORAS SEMANAIS;
ESTATUTO DO AGENTE PRISIONAL E UNIFICAÇÃO COM O SISTEMA SOCIOEDUCATIVO, MAS CADA AGENTE COM SUAS ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS; e
ACELERAR E ARTICULAR A VOTAÇÃO DA POLÍCIA PENAL.

POR ISSO VOTAMOS NO AGENTE CRESTON 7014

Ficha Limpa, pero no mucho: Arruda exigia propinas de 10 a 60 por cento, revela empresário



Balde de água fria na candidatura do advogado Maurílio Néris de Andrade Arruda (foto) a deputado estadual pelo PTC, que faz campanha em prisão domiciliar. Revelações bombásticas sobre o esquema de corrupção implantado por Arruda e seu “braço direito” Alexandre de Sá Rêgo na Prefeitura de Januária, entre 2009 e 2012, deixaram impressionados até mesmo experientes integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público do Estado de Minas Gerais.

O dono de uma das empreiteiras contratadas na gestão de Arruda revelou, em regime de delação premiada, omodus operandi do ex-prefeito que candidatou-se a deputado em busca de foro privilegiado. Segundo ele, Arruda iniciava as reuniões com uma câmera filmadora ligada. Fazia discurso de que não aceitava corrupção em sua administração e que exigia qualidade das obras. Feita a encenação, Arruda desligava a câmera e, por meio de Alexandre de Sá Rego e outros assessores, passava a exigir propinas, geralmente de 10%, mas que em alguns casos chegavam a 60%.

Fabiano Ferreira Durães é dono da AF Construtora Ltda. Ele fez acordo de delação premiada com a Polícia Federal e o Ministério Público do Estado de Minas Gerais. A delação premiada é um benefício legal concedido a um criminoso que aceite colaborar com a investigação ou delatar companheiros de crime. Está previsto em diversas leis brasileiras e pode beneficiar o delator com diminuição da pena. O dono da construtora afirmou que “apenas na execução das obras das escolas, após a primeira medição, entregou a Alexandre de Sá Rêgo o valor de R$ 150.000,00, em espécie, após efetivar o saque na agência do Banco Itaú em Januária”. O destinatário final da propina seria Arruda, segundo o delator.

O empresário revelou que mal sabe ler e escrever e que tão logo foi preso manifestou aos seus então advogados Leonardo Linhares e Júnior o desejo de revelar a verdade sobre os fatos como meio de diminuir sua responsabilidade. Mas, segundo ele, foi aconselhado pelos advogados a não fazê-lo, ao argumento de que “isso é muito perigoso. Eles podem querer mandar matar você”. Foi então que decidiu contratar outro advogado para que pudesse formalizar a confissão sobre as irregularidades que foram praticadas com sua participação.

Segundo o dono da AF Construtora, todas as licitações vencidas pela empresa em Januária foram “fraudulentas”.

O Blog teve acesso ao inteiro teor do depoimento prestado por Fabiano Ferreira Durães em regime de delação premiada. Abaixo, os trechos mais importantes de suas declarações:

QUE o declarante é um dos proprietários da empresa AF CONSTRUTORA LTDA-ME, localizada na cidade Januária/MG; QUE  no ano de 2008 o declarante veio de Campo Azul/MG, sua cidade natal, para esta cidade de Montes Claros/MG, onde passou a trabalhar com o seu irmão FÁBIO FERREIRA DURÃES, na empresa RETROMÁQUINAS LTDA; QUE referida empresa já estava constituída quando o declarante aqui chegou, sendo certo que a constituição era bastante recente, ou seja, “tinha acabado de constituir”; QUE o papel do declarante, no momento inicial, era de executar as obras, isto é, como encarregado; QUE passados aproximadamente três meses, NESTOR FERNANDES DE MOURA NETO fora contratado por FÁBIO FERREIRA para trabalhar na RETROMÁQUINAS, a fim de auxiliar nas licitações públicas e nas negociações com os prefeitos dos municípios em que a RETROMÁQUINAS fosse trabalhar; QUE aproximadamente no  ano de 2009, após desentendimento com o irmão FÁBIO, NESTOR FERNANDES orientou o declarante a abrir uma empresa em seu nome, o que fora feito com a criação da AF CONSTRUTORA LTDA; QUE, criada a AF CONSTRUTORA, NESTOR passou a  negociar com os prefeitos, também, em nome de referida empresa; QUE o declarante “mal mal assinava o nome”, sendo que todas as tratativas eram realizadas por NESTOR; QUE nenhuma das duas empresas mencionadas possuía maquinário para a execução das obras, sendo certo que já chegaram a ter, na AF CONSTRUTORA, até 40 empregados; QUE, quando da participação da AF CONSTRUTORA nas licitações públicas, ficava ajustado, inicialmente, que 10% do valor da obra ficariam para o prefeito, sendo que o valor restante voltaria para o declarante; QUE, entretanto, quando da execução da obra, até 60% do valor contratado ficava com o prefeito municipal; QUE o declarante informa que, desde a primeira medição, o prefeito municipal já retirava o valor que lhe seria devido, ou seja, os 10 % iniciais; QUE no decorrer das demais medições, o pagamento só era efetivado com a combinação de que determinada percentagem ficaria para o  prefeito; QUE  o dinheiro entrava na conta da AF CONSTRUTORA, o declarante sacava, mas já havia um intermediário designado pelo prefeito para receber o valor da “propina”, já na porta do banco; QUE, no caso de Januária, o declarante sequer tomava conhecimento das medições, sendo certo que PEDRO ALCÂNTARA as realizava e apenas repassava ao declarante para que assinasse; QUE, nesta ocasião, o declarante esclarece que não sabe ler nem escrever, sabendo apenas escrever o seu nome; QUE também em Januária, especificamente sobre as obras objeto da ação penal referenciada neste acordo, quando dos pagamentos, ALEXANDRE DE SÁ REGO ou WILTON, que é genro de PEDRO ALCÂNTARA, eram as pessoas que ficavam na porta da agência bancária para receber o dinheiro que deveria voltar para as mãos do prefeito MAURÍLIO ARRUDA; QUE ALEXANDRE DE SÁ e WILTON afirmaram várias vezes ao declarante que todo o dinheiro era entregue a MAURÍLIO ARRUDA, “que eles não ficavam com nada”; QUE, quando da execução de citadas obras, os pagamentos eram mensais, sendo que o declarante efetivou “muitos pagamentos” a ALEXANDRE DE SÁ e WILTON dentro da agência do Banco Itaú e agência da Caixa Econômica Federal, ambas localizadas na cidade de Januária; QUE a conta da AF CONSTRUTORA era mantida no Banco Itaú, sendo que, quando o pagamento era efetivado em referido banco, era porque havia antes uma transferência bancária, ordenando o pagamento das obras; QUE, de outro lado, quando o pagamento da propina se dava na CEF, era porque o município emitia um cheque, sem nominar, o declarante pessoalmente o descontava, repassando, na sequência, o valor da propina a ALEXANDRE SÁ ou WILTON; QUE o declarante informa que, por vezes, ele recebia o cheque do município de Januária, subscrito ora pelo prefeito MAURÍLIO ARRUDA, ora pelo secretário, apenas o endossava no verso, devolvendo-o, em seguida, para que ALEXANDRE DE SÁ ou WILTON efetivasse a compensação posterior; QUE o declarante informa que já esteve com MAURÍLIO ARRUDA na prefeitura municipal; QUE MAURÍLIO filmava as reuniões, perguntando sobre o andamento das obras, e informando “nós não quer propina”, afirmando que queria a obra pronta; QUE, entretanto, os seus intermediários “fincavam a faca” pedindo a propina a mando do prefeito MAURÍLIO ARRUDA; QUE a AF CONSTRUTORA participou de licitações no município de Januária, cujos valores chegavam à ordem de 7 milhões de reais; QUE pode citar a construção e reforma de 11 escolas, a construção do Parque Municipal de Januária, o calçamento de ruas na sede do município, a pavimentação e drenagem da Avenida Brasil no município de Januária, bem como o calçamento do povoado Vargem Grande, também naquele município; QUE em todas as obras referidas às licitações foram fraudadas, isto é, direcionadas à AF CONSTRUTORA, sendo certo que para todas as obras houve combinação prévia do pagamento mínimo de 10 % do valor contratado; QUE, entretanto, embora tenha havido licitações, as obras do Parque Municipal, de calçamento urbano e no povoado de Vargem Grande, não chegaram a se iniciarem, não havendo o recebimento de nenhum valor; QUE o declarante reafirma que as licitações foram todas realizadas; QUE, nesta ocasião, o declarante esclarece que, como a AF CONSTRUTORA não tinha mecanismo de caucionar a execução das obras, NESTOR FERNANDES conseguiu junto ao engenheiro FERNANDO, desta cidade de Montes Claros, um único título da dívida pública federal, em cópia, que garantiria todas as obras públicas que a AF participasse; QUE “eu nem sei se estes títulos prestavam”; QUE não chegou a pagar qualquer valor pelo título, “foi NESTOR que arrumou”; QUE o declarante esclarece ainda que já fora ouvido outras vezes pela polícia e pelo Ministério Público; QUE nessas ocasiões sempre manifestou aos seus então advogados LEONARDO LINHARES e JÚNIOR o desejo de revelar a verdade sobre os fatos como meio de diminuir sua responsabilidade; QUE nessas ocasiões foi aconselhado a não fazê-lo sob a alegação de que “isso é muito perigoso. Eles podem querer mandar matar você”; QUE o declarante indignou-se com a situação por entender que toda a responsabilidade sobre os fatos aqui narrados caíram exclusivamente sobre seus ombros; QUE foi por esse motivo que o declarante decidiu contratar outro advogado para que pudesse formalizar a confissão sobre as irregularidades que foram praticadas com sua participação; QUE apenas na execução das obras das escolas, após a primeira medição, o declarante entregou a ALEXANDRE DE SÁ o valor de R$ 150.000,00, em espécie, após efetivar o saque na agência do Banco Itaú em Januária; QUE na obra da avenida Brasil, o declarante emitiu notas que totalizavam o valor de R$ 240.000,00, mas a AF CONSTRUTORA somente recebeu R$ 60.000,00; QUE foram emitidas quatro notas nos valores de R$ 60.000,00 (duas notas), R$ 20.000,00 (uma nota) e R$ 100.000,00 (uma nota); QUE mantém cópias das respectivas notas no escritório e se compromete a apresentá-las no prazo de cinco dias após a concessão de sua liberdade; QUE “não sei como é que eles fizeram”, mas alguns dos cheques emitidos como forma de pagamento da obra referenciada foram descontados sem qualquer endosso por parte do declarante; QUE o declarante consegue se lembrar das irregularidades envolvendo reformas ou construção das escolas públicas objeto deste acordo; QUE, com relação à escola localizada na região de MORADEIRAS o contrato cobria pintura, cerâmica, forro PVC, troca de janelas e construção de um banheiro; QUE, no entanto, a empresa do declarante deixou de construir o banheiro, executando o restante; QUE recebeu quase a totalidade dos recursos destinados a esta obra, que totalizavam cerca de R$ 39.000,00; QUE no AREIÃO o declarante informa que as medições seguiram o que fora executado, mas a obra não foi completamente executada; QUE a escola do ARAÇÁ, o contrato previa a reforma geral da escola, incluindo pintura, colocação de forro, cerâmica e ainda a reforma da cozinha; QUE o declarante executou parte da obra e nada executou em relação à reforma da cozinha; QUE, todavia, recebeu a maior parte dos recursos previstos no contrato; QUE, na escola de PICOS, a contratação previa a reforma geral, entretanto, o declarante deixou de executar a parte do contrato relativa à construção de dois banheiros; QUE no local, edificou apenas um banheiro, fora do que estava estabelecido no projeto; QUE recebeu quase a totalidade do valor previsto no contrato; QUE em CABECEIRINHAS a execução seguiu o que fora medido, sendo que a obra fora “praticamente executada”; QUE com relação à escola do BREJINHO/SÃO JOAQUIM deixou de executar parte do projeto que se relaciona a uma área em volta da escola; QUE, apesar da inexecução parcial, recebeu quase a totalidade do recurso; QUE com relação à escola do REMANSINHO, executou integralmente todo o projeto inicial; QUE posteriormente fizeram um aditivo para a execução adicional de uma sala; QUE, todavia, deixou de executar o aditivo, recebendo o valor total inicialmente previsto; QUE o declarante considera que as demais escolas que não foram aqui mencionadas foram completamente executadas; QUE reafirma também que para todas elas foram pagos, a título de propina, no mínimo, 10% dos recursos contratados; QUE a AF CONSTRUTORA participou de licitações negociadas por NESTOR no seguintes municípios: Itacarambi, qual seja, a construção de um CEMEI, e Januária, com a execução das obras mencionadas acima; QUE, em conclusão, as licitações de que a AF participou foram todas direcionadas, sendo que, conforme delineado, deveria ser pago, no mínimo, 10% de propina aos prefeitos municipais.”

Servidor do Fórum de Januária cobraria até R$ 1 mil para “acelerar” processos


Um servidor do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) lotado no Fórum de Januária/MG estaria cobrando até R$ 1 mil para “acelerar” o andamento de processos. Ele foi flagrado há duas semanas na posse de um envelope azul, contendo R$ 500,00, entregue por uma advogada da cidade que denunciou o caso ao juiz David Pinter Cardoso, da 1ª Vara, onde o servidor atuava, e ao promotor de justiça Franklin Reginato Pereira Mendes, da 2ª Promotoria de Justiça de Januária.

De acordo com a denúncia, a advogada, que pediu para ter o nome preservado, teria reclamado com o servidor da demora na expedição de uma certidão. O servidor teria então argumentado que a justiça é muito lenta mesmo, mas que “para tudo tem um jeito”. Perguntado que “jeito” era esse, ele disse que “geralmente” recebia R$ 1 mil para “acelerar as coisas”.

Discordando do comportamento do servidor, a advogada sacou R$ 500, fotocopiou as notas e colocou o dinheiro em um envelope azul, para se destacar dos demais. Em seguida, avisou ao juiz e ao promotor o que estava acontecendo e na hora combinada entregou o dinheiro ao servidor. J. M. C trabalha no TJMG há cerca há mais de 10 anos, como contratado, e foi flagrado na posse do envelope contendo o dinheiro anteriormente fotocopiado pela advogada.

O servidor foi imediatamente conduzido ao Ministério Público para prestar depoimento e liberado em seguida. Ele negou os fatos e afirmou que não sabia o que continha no envelope. O servidor foi afastado de suas funções até o final do inquérito que apura o caso. As investigações visam identificar também quais advogados “geralmente” pagariam o servidor para “acelerar” processos. A juíza-presidente do Fórum de Januária Karen Castro dos Montes, da 2º Vara, não quis comentar o assunto.

O promotor Franklin Reginato Pereira Mendes informou que se ficarem comprovados os fatos o servidor responderá a uma ação cível por improbidade administrativa e a outra criminal, por corrupção passiva (quando o funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida), punido com reclusão de 2 a 12 anos.