segunda-feira, 16 de abril de 2018

SISTEMA PRISIONAL DO CEARÁ - Gestores são investigados por crimes que vão de facilitação de entrada de celulares a tortura


Policiais durante cumprimento da operação da Sejus. (Foto: via WhatsApp)

16 ABR 2018

Coordenadores, diretores e agentes do sistema prisional do Ceará afastados das funções públicas nesta segunda-feira, 16, são investigados por crimes que vão desde facilitação da entrada de aparelhos telefônicos nos presídios até tortura. Contra os suspeitos, o juiz de Itaitinga, Cristiano Silva Sibaldo de Assunção, também emitiu mandados de busca e apreensão nas residências e nos locais de trabalho dos envolvidos.

A operação Masmorras Abertas foi deflagrada pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), que manteve sigilo sobre a participação de cada um dos suspeitos no esquema. São apuradas denúncias de associação criminosa. Os investigadores apontam ainda o uso de dados falsos em sistemas de informação do sistema prisional, corrupção passiva, prevaricação, omissão no dever de vedar ao preso acesso a aparelho celular, condescendência criminosa, violação do sigilo profissional e tortura.

Os afastados e os presos

Foram afastados Celso Murilo Rebouças de Mendonça, coordenador adjunto da Coordenadoria do Sistema Penal (Cosipe), Paulo Ednardo Oliveira de Carvalho, coordenador de Patrimônio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), Mauro César Ximenes Andrade, diretor adjunto da Casa de Privação Provisória de Liberdade I, Francisca Celiane de Almeida Celestino, diretora do Centro de Triagem e Observação Criminológica, e João Augusto de Oliveira Neto, agente penitenciário.

Além de deixar o cargo, foram presos em flagrante por porte ilegal de arma Herlano Walquer Falcão Macieira, diretor da Casa de Privação Provisória de Liberdade II, e Edmar de Oliveira Santos, coordenador da Cosipe.

As investigações apuram ilegalidades administrativas desde maio de 2016, quando ocorreu uma das maiores crises do sistema prisional cearense, durante e após a greve dos agentes penitenciários do Estado. À época, 14 detentos morreram durante rebeliões.

Sejus

Em nota, a Sejus informou que cumpriu a determinação judicial de afastamento dos sete agentes penitenciários do exercício de suas funções. “A Secretaria acompanha atentamente as investigações e é a principal interessada na completa elucidação dos fatos”, finaliza o texto.

FONTE: OPOVOonline

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