sábado, 10 de fevereiro de 2018

BRINCAR DE "PULIÇA" NO SISTEMA PENAL

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FOTO: ILUSTRATIVA

Por Alexandre Guerreiro
10 FEV 2018

É notório se pensar primeiro numa ROBUSTA LEI ORGÂNICA para os Agentes Penitenciários. Não adianta vibrar, colocar uma arma na cintura, distintivo é uma carteira brasonada, uma vez que, nossa Constituição Federal não reconhece nossa PROFISSÃO no "hol" do artigo 144 - que reconhece as forças de segurança do BRASIL. 

Qual polícia é essa? Em Minas Gerais à SEAP/MG não é interligada na SESP/MG, será QUE é muito interesse na segunda maior PASTA, mas, "que tiro foi esse"? Uma autonomia de GESTÃO, o qual os servidores de carreira são excluídos da meritocracia?... Ora, se colocar um AGENTE como SECRETÁRIO será um bom negócio?... Em linhas gerais, dirigir uma INSTITUIÇÃO de quase 20.000 homens e mulheres, ainda fazer custódia de aproximadamente 75.000 presos sem regulamento de LEI ORGÂNICA, isso é uma "barca furada", então, quem for COMANDAR já sabe que a embarcação vai afundar....(risos)

No tocante, somos "puliça", ou melhor executamos atividades policiais, porém, nossa LEGISLAÇÃO é uma aberração. Em contrapartida, uma justa solução para MORALIZAÇÃO será a inclusão da polícia PENAL nas esferas: "FEDERAL e ESTADUAL", assim, com uma legislação orgânica reconhecida pela Carta Magna.
O Sistema Prisional precisa ser pensado a todo momento, mas a mente de uma maioria encontra-se atrofiada na síndrome do falso poder. Muitos matreiros da políticagem desconstroem os trabalhos de QUEM luta para sonhar pela valorização, uma maioria são degustados vivos pelos ABUTRES que só pensam em plataforma de VOTOS no cenário PRISIONAL.

Portanto, a máxima de Maquiável fica nítida, ou seja, dividir para conquistar, assim, nossa profissão vai de mal a pior, pois quem assume um cargo político em qualquer âmbito da SEAP, isto é, de líder de equipe até o mais alto escalão, às vezes, os pseudos líderes se transformam em facínoras para tentarem ser vitalícios em cargos comissionados...(enganação de si mesmo)

Por fim, sem ORGANIZAÇÃO fica explícito à falta de reciprocidade de um colega ao outro. A história da profissão se esbarra no interesse político e a carreira jogada ao lixo. Lamentável, que o estupro da meritocracia expõe toda uma instituição ao assédio e perseguições entre tudo e todos. Embora, nós somos os próprios culpados que omitimos os bons combates em prol da classe, e por letargia os demagogos da politicagem só querem o "VOTO" do GUARDA!...


ALEXANDRE GUERREIRO
DELEGADO SINDICAL
SINDASP-MG NORTE

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