terça-feira, 3 de outubro de 2017

CRISE INSTITUCIONAL II

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É visível o descontentamento do Secretário quanto à extinção do ato designando Auditor Interno Lincoln Teixeira Genuíno de Farias na SEAP. A medida fragiliza o Desembargador que sempre associou a sua saída a de qualquer membro da equipe, amplamente repisado em reuniões internas.
E agora?
Ocorre que Secretário não consegue deixar a toga, ou seja, ainda é Desembargador, gosta de ser provocado, espera acontecer e cria protocolos de Tribunal para tratar as políticas do âmbito do Sistema Prisional.
O Sistema Prisional não precisa de um Desembargador e sim de um Secretário. Pode parecer estranho, mas o Secretário que pretende carregar este fardo tem que demandar, e principalmente, saber pedir com comedimento. Esperar isso de um magistrado altivo, com todas as vênias, considerando as exceções do Egrégio Tribunal, parece-nos uma missão quase impossível.
Essa visão míope de governo em priorizar nomes dos poderes, visando uma articulação institucional amena, tornou-se reversa e prejudicial, pois a jactância desmedida estreita laços e desconstrói parcerias pacificadas, inclusive com o próprio Tribunal. E foi isso que ocorreu.
O afastamento de algumas instituições já é perceptível, que não descarta a nossa co-irmã afim, em face dos protocolos militares descabidos de um chefia de gabinete ilegal, que vem extrapolando suas funções e usurpando competências.
Espera-se uma alternância menos trágica e pouco excruciante, mas a vaidade sobrepõe os interesses do Sistema Prisional.
WANDERSON COSTA
SINDICATO DOS AGENTES DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIOS DO ESTADO DE MINAS GERAIS

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