terça-feira, 15 de agosto de 2017

Ricardo Brisolla Balestreri



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Há um jornalista, dentre os que admiro, aqui em Goiás, que percebo ter legítima identidade com os sofrimentos populares.
Em meu ver, contudo, ele tem feito algumas críticas bastante injustas a nós, gestores de segurança pública. Cada vez que ocorre um crime, elogia a polícia (que bom!), diz que é pequena mas brava, que age bem, mas põe a culpa nos gestores. 
Ora, como separar uma coisa da outra?
E como culpar os gestores por cada crime ocorrido? Faz supor que, em algum lugar do planeta, com bons gestores, se pudesse zerar a criminalidade. Contudo, apesar de todos os esforços, algum nível de criminalidade sempre haverá....Não nos conformamos, vamos sem parar atrás de maneiras de reduzir... E reduzimos muito, aqui em Goiás(dos 12 índices acompanhados, quando comparamos os 7 primeiros meses de 2017 com os sete primeiros de 2016, REDUZIMOS TODOS). Perfeição, assim mesmo, continua uma utopia, que lutamos para alcançar...Ainda assim, crimes vão ocorrer, como em qualquer lugar. Por que culpar os gestores, que vêm apresentando vitórias na redução?
Entendo a boa fé do jornalista. Trabalha com a "sensação de segurança" da população, que em nosso mundo urbano e complexo é cada vez mais rara...A dor de cada um é sempre a maior dor, independendo das estatísticas...Mas não seria melhor colocar um pouco de racionalidade ao lado da emoção, de plantar alguma esperança, de recultivar um tanto de confiança, contrabalançando os sentimentos com os conhecimentos?
Respeito e venero a liberdade de imprensa mas também gosto de refletir sobre a possibilidade dessa liberdade optar por um outro caminho para servir ao povo...

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