sábado, 19 de agosto de 2017

CONFIRMAÇÃO DE MORTE CEREBRAL DE AGENTE PENITENCIÁRIO, VÍTIMA DE ATENTADO, REVOLTA COMPANHEIROS QUE PROTESTAM CONTRA A DIREÇÃO DA PENITENCIÁRIA.

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Publicado em sab, 19/08/2017 - 12:36
A Folha Uberaba acompanhou na manhã deste sábado, intensa movimentação na porta da penitenciária Aluízio Inácio de Oliveira em Uberaba. Familiares de presos aguardavam do lado de fora da unidade para visitas, porém, o Sindicato dos Agentes, após a confirmação da morte cerebral do agente penitenciário Marcio Erli do Carmo Correa, que foi vítima de atentado sofrido no último dia 8 deste mês quando ele foi atingido por um tiro na cabeça ao chegar a casa da ex-esposa, juntamente com sua filha que estava no carro, no bairro Beija Flor, cobra da direção do presídio uma posição, conforme prometida pelo secretário da SEAP, Francisco Kupidlowski, de que assassinatos de agentes teriam como resposta inicial a proibição das visitas aos presos.
O vice presidente do SATA-MG,Francisco Ivanildo Dias, salienta que estão tentando descaracterizar a causa do atentado, várias versões tem sido criadas para tentar, inclusive, manchar a imagem do agente.
Ele coloca o seguinte: “Basta observar os fatos com um mínimo de percepção, os bandidos vão mudar a versão por uma questão muito simples; sabem que serão presos e mudando a versão dos fatos, esperam contar com a leniência da legislação. Os atentados a agentes em Uberaba atingiram a números inadmissíveis, basta comparar com qualquer outra unidade do estado ou do país, isso se dá pela certeza da frouxidão por parte da direção da PPAIO. Queremos uma resposta, esse desgoverno não pode mais ficar indiferente ao que está acontecendo, estamos virando alvos fáceis e sem respaldo para reagir.Não é com notinhas de condolências que esperamos a resposta deste governo, queremos ações práticas e com resultados”, finaliza.
Segundo o vice-presidente do sindicato, a direção da penitenciária encontra dificuldades para colocar a ordem em prática após as muitas concessões feitas ao longo dos tempos. Vários agentes ameaçaram parar caso a promessa não fosse cumprida.
Após longa negociação, foi decidido que a visita seria dentro das celas e individual, apesar de não ser o que almejavam os agentes, pode-se considerar um ganho, declara o vice presidente.
Ao chegarmos a porta da penitenciária, percebemos que era grande a movimentação e a agitação por parte dos que aguardavam para entrar no presídio, o clima era de tensão.
Familiares dos detentos aguardavam para saber se teriam o acesso permitido. A chamada individual começou por volta de 10h20.

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