sexta-feira, 23 de junho de 2017

SERVIDORES DE JUIZ DE FORA PROTESTAM CONTRA O USO DO BODYSCAN APÓS LAUDO QUE CONFIRMA RISCOS À SAÚDE

Servidores do Complexo Penitenciário de Juiz de Fora, composto pelas Penitenciárias José Edson Cavalieri e Professor Ariosvaldo de Campos Pires e o Hospital de Toxicômanos Padre Wilson Vale da Costa, fizeram um ato de protesto na manhã de hoje (23.06). Convocados pelos Diretores da subsede do SINDASP-MG de Juiz de Fora, Fábio Carlos e Everaldo Márcio, os servidores protestaram contra a utilização do aparelho bodyscan.
O Complexo adotou a utilização do aparelho no dia 15 deste mês e, desde então, os Agentes Penitenciários e servidores administrativos das unidades são obrigados a passar pelo scanner todos os dias. Porém, para adotar a medida, a SEAP não mandou nenhum laudo técnico que comprove que o aparelho não causa danos à saúde. O SINDASP-MG então procurou o Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia que enviou um laudo técnico onde consta que o aparelho é sim nocivo à saúde devido à grande exposição à radiação.
Segundo o Diretor Fábio Carlos, o Conselho já havia feito uma inspeção e um estudo nas Unidades Prisionais do Espírito Santo, no qual foram constatados mais de 20 abortos em servidoras e visitas submetidas à radiação do bodyscan, além de outras complicações. O estudo foi apresentado na reportagem especial “Revista da Morte”, disponibilizada no canal do Youtube através do link https://www.youtube.com/watch?v=bvufJtmoVeo.
O Conselho Nacional também informou que países de primeiro mundo já aboliram este tipo de máquina nas revistas dos servidores. Os aparelhos Bodyscan que estão sendo utilizados nas unidades de Juiz de Fora foram alugados pelo Tribunal de Justiça.
Um outro ponto que causou estranheza nos servidores é que os presos que estão em progressão de regime e exercem trabalhos externos não estão sendo submetidos ao uso do aparelho, somente os servidores: “estão submetendo o servidor à uma revista que coloca sua saúde em risco, sendo que, ao entrar no sistema, todos passam por um processo de investigação de conduta, além disso, existem outros métodos para identificar desvios de conduta entre os servidores. Já passamos por um procedimento de revista de rotina, além dos setores responsáveis por identificar e investigar estes casos como a corregedoria”, afirma Fábio.
Logo após o ato, os servidores retomaram seus postos. O SINDASP-MG continuará pressionando o Governo com novos atos de protesto e cobranças até a suspensão do uso do Bodyscan para os servidores.
FONTE: SINDASPMG

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