domingo, 26 de março de 2017

Prezados companheiros e companheiras da segurança pública,





Acabei de retornar de viagem pelo norte de Minas. Fizemos reuniões em Montes Claros, São João do Paraíso, Taiobeiras, Salinas, Francisco Sá e Bocaiúva. Nossa viagem pelo interior de Minas tem como objetivo agradecer o apoio dos eleitores, conversar, ouvir críticas, sugestões e estreitar o relacionamento. Para mim, esta é a melhor maneira de estar mais próximo das pessoas.

Todos sabem que nossos mandatos são classistas, o que nunca foi impedimento para trabalhar em diversas outras áreas que a população tem como demanda, quando também busco fazer sempre com absoluta seriedade e transparência.

Em todas as cidades que visitei, ouvi perguntas dos companheiros questionando como ficaria o fim do parcelamento e as perdas com a inflação, como sempre fui direto ao assunto sem rodeios: os integrantes do PT estão acostumados a fazer manifestações. Portanto, se tem um assunto que eles são "PHD's" é em relação à mobilizações e greves. 

Sendo assim, apenas passeatas, faixas e cartazes com críticas não será suficiente para conseguirmos que o governo cumpra os direitos dos servidores da segurança pública. Também já disse em outras oportunidades que o Comandante-Geral da PMMG, do CBMMG, o Chefe da PCMG e o Secretário do Sistema Prisional não "levantarão uma palha" para solucionar a questão, pois para eles a situação é muito cômoda. Quem ganha R$42.000,00 por mês, mesmo com o parcelamento, não há problemas.

Portanto, meus amigos e amigas, se queremos fazer o governo cumprir a Lei 19.973/11, que trata da data-base e da revisão geral anual, que é a reposição da inflação conforme prevê o artigo 37 da CR/88, temos que dar um "tranco pra valer". Temos que utilizar o efetivo do nosso pessoal da reserva e reformados e fecharmos as portas dos batalhões. Somente a paralisação fará com que este governo saia da zona de conforto.

Alerto que todos não esperem isso de associações que representam os oficiais, pois esses já estão do lado do Governo há muito tempo. Por outro lado, o que me deixa mais triste ainda  é ver associação de praça ao lado de quem está vendendo nossa classe para o governo do PT. Em tempo, precisamos que nossos companheiros e companheiras da ativa decidam se estão satisfeitos com o parcelamento e a falta da reposição da inflação, pois nas mobilizações que fizemos em 2016 podíamos contar nos dedos os que participaram.

Se não resolvermos essa questão do parcelamento este ano e da reposição inflacionária, ficaremos, no mínimo, quatro anos sem nenhum reajuste, perdendo o poder de compra que conquistamos depois de dezeseis anos e seis negociações salariais. 

Não se esqueçam que 2018 é ano de eleições e a legislação eleitoral proíbe votar qualquer reajuste para os servidores públicos.

Estou sempre à disposição e pronto para estar à frente com meus companheiros e companheiras.

*Deputado Sargento Rodrigues*

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