quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Polícia Militar extingue Gate em Monte Claros


A Policia Militar extinguiu o Grupo de Ação Tática Especial (Gate) em Montes Claros, que passará a se concentrar apenas em localidades com mais de 600 mil habitantes, ou seja, somente Belo Horizonte e Uberlândia, em Minas Gerais. A  diretriz comunicada pelo coronel Marco Antônio Badaró Bianchini, comandante geral da corporação é datada de 13 de setembro, para entrar em vigor em 90 dias. A diretriz geral para o emprego operacional da Policia Militar está gerando polêmica, pois em Montes Claros surgiu um movimento para ser mantido o Gate na cidade, tendo em vista que Montes Claros tem jurisdição sobre 2 milhões de pessoas. O deslocamento de uma equipe de Belo Horizonte até Montes Claros demoraria no mínimo quatro horas.
O coronel César Ricardo Guimarães, comandante da 11ª Região da Policia Militar confirmou algumas mudanças, pois a atual Companhia de Missões Especiais passa a ser denominada de Companhia de Policiamento Especializado. Na cidade de Montes Claros o Pelotão de Choque e o Canil continuarão. Porém acaba com o Gate, que passa a ser realizado pelo Batalhão de Operações Especiais, sediado em Belo Horizonte. A Rotam também muda de nome, passando a ser Grupo Especializado de Risco (GER), mas o serviço continua.
No documento elaborado pelo Comando Geral da Policia Militar, um dos destaques é o incremento das atividades com a Guarda Municipal, pois a proposta é que no trabalho de polícia ostensiva, ocorra a integração em nível local entre a Unidade da  PM e os demais órgãos ou entidades relacionadas à segurança pública e defesa social, principalmente as guardas municipais “Atuações de forma compartilhada, operações conjuntas, realização de reuniões e visitas periódicas, respeito e convivência institucional são práticas recomendadas no relacionamento do militar e das frações com as organizações públicas locais, mormente as integrantes do Sistema de Defesa Social”.
A diretriz salienta que a sociedade terá maiores benefícios com a perfeita integração entre a Polícia Militar e as demais entidades a serviço do público local, pois se evita a dispersão de esforços. Não interessa a competição, e sim, a convergência dos esforços para o bem estar público, com agilidade e excelência, por intermédio de parceria e cooperação. Os comandantes, nos diversos níveis, como autênticos representantes da Instituição em cada localidade, devem se conscientizar disso e procurar estabelecer relações profissionais com as inúmeras autoridades locais com atuação na defesa social. Este relacionamento, contudo, não deve tolher-lhes a liberdade de ação, nem levá-los a algum tipo de subordinação ou servilismo, envolvimento em atividades estranhas à missão da Polícia Militar ou contrárias aos interesses coletivos.
No caso das Companhias de Missões Especiais, passarão a ser  modelo supraterritorial, através de Batalhão de Policiamento Especializado, mas para a criação de fração de Operações Especiais deverão ser observados os seguintes requisitos: o município sede de BPE deverá ser possuidor de população igual ou superior a seiscentos mil habitantes; sediar o Comando Aéreo (CORPAer); os Oficiais e Praças que atuam na área operacional da Unidade devem possuír o Curso de Operações Especiais reconhecidos pela Polícia Militar de Minas Gerais; possuir efetivo e equipamentos necessários aos serviços de Time de Gerenciamento de Crises e Comando de Operações em Mananciais e Áreas de Florestas. Exceção se faz à obrigatoriedade da Equipe Antibombas em face do elevado custo dos equipamentos e necessidade de cursos específicos na área.

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