quarta-feira, 17 de agosto de 2016

'Saiu para trabalhar e não voltou', diz mulher de PM morto em abordagem

Alexandro Santos, de 36 anos, morreu durante abordagem policial. 
Mulher acompanhou cortejo e levou corpo de marido até Rondônia.

Iryá Rodrigues e Tácita MunizDo G1 AC


Mulher de PM morto chora em caixão durante velório em Rio Branco (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
Mulher de PM morto chora em caixão durante velório em Rio Branco (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
Em estado de choque, Nara Aline Santos, de 25 anos, falou sobre a morte do marido, o cabo Alexandro dos Santos, de 36 anos, baleado durante uma abordagem policial em Rio Branco. Durante o velório, na Capela São João Batista, Nara não saiu do lado do caixão e lamentou o que aconteceu com o cabo da Polícia Militar.
"Não estou conseguindo falar muito agora. Estou muito triste. A gente está perdendo um profissional de excelência, um bom marido e um excelente pai. Estava todo mundo aguardando e ele não voltou para casa. Saiu para trabalhar e não voltou. Foi morto logo após entrar no plantão", disse entre lágrimas.
Nara acompanhou o cortejo do PM e deve seguir para Vilhena (RO), onde o cabo será enterrado porque seus pais e o restante dos familiares moram na cidade.
Entenda o caso
O cabo Alexandro Aparecido dos Santos, de 36 anos, da Polícia Militar (PM) foi morto com um tiro no pescoço durante uma abordagem a três pessoas no bairro Novo Horizonte, em Rio Branco. Um dos homens que foi abordado reagiu à ação, iniciou uma luta com policiais, conseguiu pegar uma das armas a acabou dando um tiro que vitimou o PM.

A polícia informou que dois dos envolvidos foram presos no momento da ocorrência, incluindo o que efetuou o disparo. O terceiro homem conseguiu fugir do local. Ao reconhecer o corpo do marido no Instituto Médico Legal (IML) a mulher do cabo, Nara Aline Santos, de 25 anos, passou mal.
A Polícia Militar divulgou uma nota lamentando o ocorrido. "Em solidariedade à família, amigos e integrantes da corporação, o governo do Acre publicou nota de pesar pela morte do PM. O governo ressalta que o policial foi morto durante o exercício da profissão e combatendo a criminalidade.
O documento diz ainda que o PM possuía conduta ilibada e nunca houve processo contra ele na corregedoria da instituição. "A sociedade acreana perde um defensor da ordem pública que, na condição de policial militar, lutou até o fim contra a criminalidade", finaliza a nota.
Continue>>> G1

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