quarta-feira, 3 de agosto de 2016

CADEIAS DESATIVADAS EM MINAS AGRAVAM SUPERLOTAÇÃO EM VARGINHA


A superlotação no presídio de Varginha está longe de ser resolvida. A unidade comporta até 80 detentos, mas atualmente 310 pessoas encontram-se presas. Em março, o local foi parcialmente interditado, mas a desativação de duas cadeias na região criou problemas extras para a Polícia Civil na cidade.
Em Elói Mendes, a cadeia foi reformada e, segundo a Subsecretaria de Administração Prisional de Minas Gerais (Suapi), só vai ser reaberta em 100 dias. Já a cadeia de Guapé foi desativada permanentemente.
Os presos das duas cidades agora são levados para Varginha. A solução encontrada pela Polícia Civil é deixar os detidos na cela de custódia da delegacia até que apareça uma vaga no presídio. No dia 18 de julho, o delegado Josias Moreira Gissoni chegou a pedir um habeas corpus à Justiça para liberar um detento. Dois dias depois, uma vaga no presídio foi disponibilizada para a transferência.
“Chega a ser um absurdo o delegado prender e depois ele mesmo pedir para soltar porque ele não tem local onde colocar. Mas eu vou continuar tomando esta atitude, porque o preso não pode ficar aqui nestas condições”, disse à época o delegado.
De acordo com a Suapi, as dificuldades devem ser reduzidas com a criação de unidades prisionais em locais que antes estavam sob jurisdição da Polícia Civil.
Em 100 dias, além de Elói Mendes, a subsecretaria vai assumir cadeias em Alpinópolis, Botelhos, Candeias e Monte Santo de Minas. Em até nove meses, cadeias de Muzambinho, Bom Sucesso, Carmo do Rio Claro e Conceição do Rio Verde também devem ser assumidas pela Suapi.
Fonte: G1

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