quarta-feira, 11 de maio de 2016

Em Montes Claros, agentes socioeducativos entram em greve

Greve também tem adesão dos servidores administrativos e técnicos.
Movimento questiona lei que propõe divisão da Secretaria de Defesa Social.


Servidores se reúniram em frente ao Csensa (Foto: Sindpublicos/Divulgação)
Servidores se reúniram em frente ao Csensa (Foto: Sindpublicos/Divulgação)

Agentes socioeducativos, servidores administrativos e técnicos dos Sistemas Socioeducativo e Prisional entraram em greve por tempo indeterminado em Montes Claros (MG) nesta quarta-feira (11).  Cerca de 50 pessoas estão com faixas e cartazes na frente do Centro Socioeducativo Nossa Senhora Aparecida (Cesensa); a expectativa da coordenação do movimento é de que o número de participantes dobre ao longo da manhã. 
Hugo Barbosa, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos do Estado de Minas Gerais (Sindpublicos) em Montes Claros, explica que a greve foi deflagrada depois que o Governo de MG mandou um projeto de reforma para a Assembleia Legislativa propondo a divisão da Secretária de Estado de Defesa Social em duas; a Secretaria de Estado de Segurança (Sesp) e a de Administração Prisional (Seap).
“A lei diz que o próprio governo vai poder colocar os servidores do Socioeducativo na Sesp e eles poderão ser cedidos ainda para a Secretaria Estadual de Defesa Social e para a Fundação Caio Martins. Se antes estávamos incluídos em um orçamento de R$ 250 milhões, agora passaremos para uma pasta que conta com R$ 2 milhões apenas, com certeza ficaremos prejudicados”, esclarece.
Hugo Barbosa destaca que o Sindpublicos entende que com as mudanças os servidores não estariam mais vinculados à segurança pública. “Perderíamos muitos benefícios de quem atua na área, e com certeza iremos sofrer com a estagnação das nossas carreiras", afirma.

Entre as reivindicações também estão auxílio-refeição, redução da carga horária, vinculação do Sistema Socioeducativo com a área da segurança pública, correção do adicional por local de trabalho, nomeação dos candidatos excedentes do concurso público de 2013 para os cargos de analistas, assistentes e médicos de defesa social.

“No dia 18 do mês passado o governo nos chamou para uma conversa e disse que iria resolver os problemas até o dia dois de maio, mas nada foi feito, por isso optamos pela greve”, finaliza Hugo Barbosa.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Estado de Defesa Social que informou que a assessoria de imprensa do Governo de MG irá se pronunciar sobre o caso.

FONTE: G1

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