terça-feira, 8 de março de 2016

POEMAS de Janice Costa em homenagem as mulheres

-Poema- Protesto (contra a agressão à mulher) Mulher, alvo de um insano ato de violência constatada, sagrada presença exorbitante dos mais ternos sentimentos, corpo belo onde mora a eterna e exuberante sensibilidade, rosto singelo onde reflete pureza e serenidade! Mulher, alvo de uma agressão inaceitável e monstruosa, uma das mais formosas obras do Criador! E com uma alma machucada de dor, e lábios que indesejavelmente sussurram gemidos, feridos seus sentimentos se abalam, rompem os seus sorrisos, inconformadas nascem as suas lágrimas! E um rosto molhado então é tudo o que se vê! Um ser imensuravelmente frágil é o que se nota! E num corpo delicado que comporta feridas e cicatrizes, infelizes choram, inconformadas protestam! Mulher, aparentemente, sinônimo de fragilidade, mas na realidade dos dias de hoje... resistência incomparável! Adorável é aquele que a ama e a valoriza! -Homenagem as mulheres, (08 de março, Dia Internacional da Mulher)- Autora: Janice Magda de Andrade Costa 25/02/2009

Janice Magda de Andrade Costa

-crônica- Ajude a preservar o sorriso de uma mulher
Mediante tamanha é a importância da mulher na sociedade e na humanidade, gostaria que a lei que protege a mulher das agressões sofridas no dia a dia, pudesse ser por você repassada aos seus amigos, como uma linda forma de preservar o sorriso de uma mulher e evitar talvez, que tantas lágrimas sejam derramadas. Infelizmente, quase sempre conhecemos uma mulher que apanha do marido, leva uma surra do namorado, sofre ameaças psicológicas do pai, às vezes é espancada por um irmão, em outras vezes quase que inacreditavelmente, pelo próprio filho... e como sendo o lado fraco da natureza humana, não consegue se defender sozinha. Como mulher “desconheço” na pele tamanha dor, mas é como mulher também, que busco compreender tanto sofrimento em algumas mulheres, que tão iguais a mim, são sensíveis, indefesas e se apavoram com tanta brutalidade da parte de alguns homens. A lei existe, a violência existe... olhos inchados (de chorar), corpos marcados (de apanhar), hematomas estampados num rosto delicado ...e infelizmente, mulheres estão deixando de existir, por medo de lutar pela sobrevivência... muitas delas estão morrendo!
Eu, como tantas outras mulheres, entendo quase nada de lei, mas sei expressar nitidamente a sensibilidade e a fragilidade de uma mulher! Não da pra lutar sozinha, mulher precisa de amparo! Divulgue a lei, “ajude a preservar o sorriso de uma mulher”, porque com certeza, em algum lugar, existe uma... precisando do seu apoio! Autora: Janice Magda de Andrade Costa 13/04/2009
A lei alterou o Código Penal brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, estes agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos, a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
Lei Maria da Penha Conhecida como Lei Maria da Penha a lei número 11.340 decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006; dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. A lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa. O caso nº 12.051/OEA de Maria da Penha (também conhecida como Leticia Rabelo) Maia Fernandes foi o caso homenagem a lei 11.340. Agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira com arma de fogo, deixando-a paraplégica, e na segunda por eletrocução e afogamento. O marido de Maria da Penha só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
Em razão desse fato, o Centro pela Justiça pelo Direito Internacional (CEJIL) e o Comitê Latino-Americano de Defesa dos Direitos da Mulher (CLADEM), juntamente com a vítima, formalizaram uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA que é um órgão internacional responsável pelo arquivamento de comunicações decorrentes de violação desses acordos internacionais.

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