quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Presídios mineiros recebem R$ 1,5 milhão em equipamentos de inspeção

As 56 principais unidades prisionais do Estado receberam 470 equipamentos, entre esteiras de Raio-X e detectores de metal do Departamento Penitenciário Nacional (Depen); objetivo é acabar com as revistas vexatórias


Na Unidade Prisional de Bicas 1, a esteira de Raio-X,  já está em funcionamento;

esteira raio-x


revista humanizada


As principais unidades prisionais de Minas Gerais operam agora com 470 novos equipamentos de inspeção de segurança, um investimento de cerca de R$ 1,5 milhão. Nesta terça-feira (19) aconteceu a última etapa do treinamento dos agentes que utilização as 12 esteiras de Raio-X, 45 detectores de metal do tipo portal, 289 do tipo bastão e 124 do tipo banqueta.
Os equipamentos, que serão utilizados em 56 unidades prisionais, foram custeados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ainda de acordo com o governo de Minas. Uma equipe do órgão do Ministério da Justiça esteve em Belo Horizonte para acompanhar o treinamento de duração total de 16 horas.
Além de aprenderem a operar os equipamentos com eficácia máxima, os agentes penitenciários também receberam orientações para humanizar a revista de presos e visitantes. Um dos servidores treinados foi Anderson Mota, do Presídio de Itaúna, na região Centro-Oeste do Estado. Segundo ele, os novos equipamentos serão importantes para garantir a segurança dentro da unidade prisional e impedir a entrada de materiais ilícitos com mais eficácia.
“Aprendemos como funcionam adequadamente os equipamentos, tanto na prática quanto na teoria. Quanto mais reduzirmos as revistas invasivas, melhor”, diz o agente, que agora será um multiplicador do conhecimento adquirido.

Sacolas e alimentos não serão mais revirados

Uma outra boa novidade para os familiares de presidiários é a utilização da esteira de Raio-X, que já está em funcionamento no Presídio de São Joaquim de Bicas I. Com isso, as sacolas e alimentos trazidos pelos familiares não precisão de ser "revirados" pelos agentes em busca de itens ilícitos. “Eliminar o toque com as mãos traz mais dignidade para a família e para o detento, além de conferir agilidade ao procedimento de entrada de alimentos, objetos e demais materiais”, diz Ricardo Helbert, diretor-geral da unidade.
Segundo a diretora de Políticas Penitenciárias do Depen, Valdirene Daufemback, além de prestar apoio aos governos dos Estados e do Distrito Federal, o objetivo da doação dos equipamentos de inspeção é acabar com a revista vexatória em estabelecimentos penitenciários.
"Ao mesmo tempo em que aumentam a segurança, impedindo que objetos estranhos entrem nas unidades, como armas, drogas e celulares, os equipamentos vão permitir que familiares de detentos e demais visitantes não sejam submetidos a tratamentos que violem sua integridade", explica Daufemback.

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