quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Número de mulheres presas cresceu 567%, em Minas o salto foi de 173%

O perfil da é de mulheres jovens (entre 18 e 34 anos), da raça negra, provenientes de classes sociais mais pobres, que não completaram o ensino médio e são responsáveis pelo sustento familiar


Em 15 anos, o número de mulheres no sistema penitenciário brasileiro teve crescimento maior que a população carcerária geral e passou a representar o quinto maior contingente prisional feminino do mundo. A conclusão é do último relatório do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça.
Segundo o governo federal, entre 2000 e 2014, a população penitenciária feminina passou de 5.601 para 37.380, o que representa um aumento de 567%. No mesmo período, a população geral carcerária saltou de 174.980 para 579.7811, um aumento de 119%.
“Se os sistema carcerário no Brasil tem sido um problema, e eu tenho sido criticado por fazer essa avaliação, nós temos de enfrentar a realidade da mulher sem escondê-la”, afirmou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reafirmando que os presídios no país são “verdadeiras masmorras medievais” que precisam ser mudadas.
Os Estados brasileiros que tiveram maior crescimento da população carcerária feminina entre 2007 e 2014 foram Alagoas (444%), Rio de Janeiro (271%), Sergipe (184%) e Minas Gerais (173%). Os únicos que tiveram queda no período foram Paraná (-43%) e Mato Grosso (-29%).
PERFIL. O relatório aponta ainda que a maioria das mulheres no sistema carcerário brasileiro foram presas pelos crimes de tráfico de drogas (68%) e foram condenadas a penas de prisão de até oito anos (63%). Ele mostra ainda que quase metade das mulheres cumpre pena em regime fechado (44,7%) e quase um terço está detida ainda sem condenação.
O perfil da é de mulheres jovens (entre 18 e 34 anos), da raça negra, provenientes de classes sociais mais pobres, que não completaram o ensino médio e são responsáveis pelo sustento familiar. O documento revela ainda um quadro de precariedade do sistema. Segundo o levantamento, do total de 1.420 unidades prisionais no país, apenas 103 são exclusivamente femininas. “Em muitos casos, há estabelecimentos masculinos adaptados precariamente para receber mulheres”, diz a diretora de políticas penitenciárias do Departamento Penitenciário Nacional, Valdirene Daufemback.
Dados que impressionam
173% Foi o salto na população de presas em Minas, em 15 anos
44,7% Das brasileiras presas estão detidas sem condenação

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