terça-feira, 20 de outubro de 2015

Delegado Waldir: É preciso acabar com privilégios de oficiais e delegados Deputado tucano defende unificação das polícias civil e militar, carreira única e desmilitarização das polícias.

Deputado tucano defende unificação das polícias civil e militar, carreira única e desmilitarização das polícias. Para ele o objetivo da segurança é o cidadão e não autoridades
Hélmiton Prateado
Da editoria de Política e Justiça


O deputado federal Delegado Waldir (PSDB-GO) é defensor da proposta feita por seu colega de bancada, Celso Russomano, de São Paulo, de que as forças de segurança pública no Brasil sejam unificadas em uma só polícia com a consequente desmilitarização das polícias militares e um ataque frontal aos privilégios que existem hoje. “Será necessário combater todo tipo de corporativismo e olhar voltado para o próprio umbigo se quisermos superar os graves problemas que temos hoje e que afligem tanto os cidadãos”.
O deputado recordista de votos em Goiás é incisivo ao dizer que o modelo que está em vigor atualmente é ultrapassado e não soluciona a grande insegurança que aflige tanto os brasileiros. “Somente para atender situações de emergência temos telefones distintos, como para a PM e para a Polícia Civil. Quando se trata de investigar a situação é igualmente caótica, com falta de efetivos, de logística e de pessoal disponível e preparado para tal. É uma temeridade muito grande”.
O debate que está em pauta no Congresso Nacional, com base na proposta de emenda constitucional e que divide opiniões é a hora precisa para ser feita uma revisão completa no modelo de segurança pública que os brasileiros pretendem, considera Delegado Waldir. Para ele é necessário acabar com privilégios de delegados de polícia, seja civil ou federal, além de eliminar também os privilégios de oficiais das polícias militares que hoje sugam recursos imprescindíveis para a segurança pública.
“Não podemos permitir que vantagens e sentimentos corporativistas continuem a ser mais importantes que a segurança que precisa garantir aos cidadãos uma vida digna e sem sentimento de insegurança como o que assistimos hoje em dia”, frisa. O deputado quer que a discussão evolua sem as amarras de corporações que defendem suas conquistas em detrimento de quem paga a segurança: o cidadão.
Abandono
A sociedade é quem paga as instituições para garantir sua segurança, lembra o deputado. Por isto é essa mesma sociedade que precisa ser ouvida para que as definições sejam tomadas.  O deputado tucano lembra que as polícias militares afirmam em sua defesa que existem há mais de 150 anos. Por seu turno as polícias civis também alegam sobrevivência secular para manter seus privilégios.
“Precisamos lembrar que esse modelo que existe está superado e que não deu conta de manter a segurança, com uma criminalidade sempre crescente e que empareda as autoridades. As polícias precisam ser unificadas, sem o militarismo que preconiza uma escola para a guerra e que todos tenham condições de almejar evoluir na carreira sem que tenham de superar privilégios e castas que se julgam superiores a todos”, explica.
A discussão terá de evoluir para a definição no Congresso Nacional e que a última palavra seja dada pela população através de uma consulta popular. “Quem paga a estrutura do estado é o maior beneficiário e quem deve decidir em última instância”, finaliza.
CRÉDITOS: DM

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