terça-feira, 8 de setembro de 2015

Comissão de Segurança Pública da ALMG realiza Audiência para debater o alto índice de mortes de profissionais da Segurança Pública

A pedido do SINDASP-MG e do Sindipol, a Comissão de Segurança Pública da ALMG, presidida pelo Deputado Sargento Rodrigues realizou, na manhã de hoje (08), uma Audiência Pública com a finalidade debater e solicitar  providências necessárias à criação de força-tarefa para investigar, identificar e punir envolvidos em crimes contra profissionais da área de segurança pública.
O vice-presidente do SINDASP-MG, Alan Nogueira, e o Diretor Executivo, Luiz Carlos dos Reis, compuseram a mesa de convidados ao lado do Presidente da Unimasp, Ronan Rodrigues, e do Presidente do Sindipol, Denilson Martins. Também participaram da Audiência o soldado PM e diretor jurídico, Berlinque Cantelmo, o promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Belo Horizonte, Luis Gustavo Melo Beltrão, o 3º-sargento e presidente da Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais, Marco Antônio Bahia Silva, o tenente-coronel e chefe da Seção de Análise da Corregedoria da Polícia Militar de Minas Gerais, Wanderlúcio Ferraz dos Santos, e presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado Minas Gerais, Marco Antônio de Paula Assis, e o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, Hugo e Silva.
Logo no inicio da Audiência o Deputado Sargento Rodrigues criticou a ausência das autoridades convidadas lamentando a aparente falta de interesse por um tema de tamanha relevância que é a segurança dos Profissionais de Segurança Pública. Segundo informações apresentadas pela comissão, de 2003 até hoje, 184 profissionais da segurança do Estado foram assassinados em serviço ou em razão dele. Diante dos dados preocupantes, Ronan Rodrigues, que acompanha de perto a situação dos agentes, alertou sobre as péssimas condições de trabalho ao qual estes servidores são submetidos e as diversas ameaças que vêm sofrendo muitas vezes sem um mínimo de atenção do Estado “Só que já sofreu uma ameaça sabe do que estou falando”.
O Vice-Presidente do SINDASP-MG também ressaltou a falta de respaldo do Governo para com o Sistema Prisional que acende o sinal de alerta e deixa os Agentes Penitenciários cada vez mais vulneráveis: “Nada está sendo feito, estão agindo como se a mortalidade dos agentes fosse algo natural”, criticou.
O Diretor Luiz Carlos Reis também alertou as autoridades presentes sobre a falta do Tecaf para mais de 3 mil Agentes que ingressaram no concurso de 2012, deixando estes desguarnecidos e ainda mais vulneráveis. O Diretor ressaltou que esta situação tem gerado um problema recorrente no Sistema Prisional: Agentes sem Tecaf sendo obrigados a ocupar postos armados em total desconformidade com o Estatuto do Desarmamento e por outro lado um outro grupo fica como mão de obra subutilizada não podendo assumir postos como escoltas e muralhas.
Por fim, a Comissão concluiu que há uma real e urgente necessidade da criação de uma força-tarefa permanente com representantes de todas as Forças de Segurança para resguardar a vida e segurança dos profissionais que atuam nesta área e cobrar rigor na investigação e punição dos envolvidos em crimes contra estes servidores.
Ficou deliberada também a realização de uma nova audiência a fim de avaliar a denúncia de que agentes penitenciários estariam no exercício de suas atividades sem o Tcaf.
CRÉDITOS: SINDASP/MG

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