segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Sindipol lamenta a falta de respaldo do Estado a agentes penitenciários


Os agentes penitenciários contratados não contam com respaldo da Subsecretaria de Administração Prisional, segundo o assessor de Assuntos Prisionais do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Minas Gerais (Sindipol-MG), Valter Ribeiro de Paula, 48 anos. Ele disse à reportagem do Jornal da Manhã que os agentes penitenciários enfrentam uma verdadeira luta. “É uma luta muito grande para sermos reconhecidos como força de segurança, para que haja concursos e termos respeito pelos órgãos policiais. Nós não tínhamos um sindicato que falasse por nós e hoje o Sindipol nos adotou, abriu as portas do sindicato para que pudéssemos ser representados por eles. O Sindipol apoia os agentes penitenciários contratados e efetivos, sem distinção.”
Representando o presidente do Sindipol, Denilson Martins, o assessor veio a Uberaba para acompanhar o funeral da agente penitenciária Vivian Cristina Medeiros, 37 anos, executada com 11 tiros quando se deslocava para seu trabalho, na penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”, durante ação criminosa praticada na madrugada de sexta-feira (31).
“Fizemos visita à unidade prisional, onde constatamos um déficit muito grande de agentes. Em torno de 80 a 100 agentes estão faltando no plantão. A escala está reduzida, a secretaria não contrata e nem realiza concurso para inteirar o quadro de efetivo. Isso adoece o agente penitenciário, acaba com a sua saúde”, afirmou o assessor.
“Deixamos nossos pêsames à família da vítima, assim como à família do sistema prisional. Não existe um amparo por parte do Estado para situações como essa”, lamentou. O sindicalista comparou a categoria com peças de tabuleiro de xadrez: “Caiu, quebrou e troca”. Para ele, a sociedade tem de reconhecer o valor do serviço que esse profissional presta. “Enquanto a sociedade não quer a escória do lixo humano, quem toma conta é o agente penitenciário. Onde a família não aceita, onde a sociedade não aceita, lá está o agente penitenciário. Para botar a cabeça no travesseiro e dormir tranquila, a sociedade deve respeitar o serviço do agente e infelizmente, hoje, a sociedade não respeita isso”, concluiu Valter Ribeiro de Paula.
Comoção marcou o enterro da agente penitenciária Vivian Cristina Medeiros, realizado no cemitério Medalha Milagrosa, por volta de 10h30. Ao som de “Canção da América”, o corpo da agente foi sepultado, com a presença de colegas e autoridades policiais. (ES)

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