quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Mulheres de presos da cúpula do PCC são investigadas por lavagem de dinheiro PF obteve fotos de familiares em carros de luxo e apura se patrimônio foi adquirido com tráfico

Créditos: Josmar Jozino, da TV Record, e Alvaro Magalhães, do R7

A cúpula do PCC: Marcola, Tiriça, Cego, Vida Loka, Paca, Gegê do Mangue, Julinho Carambola e BiroscaReprodução

Mulheres e familiares dos principais líderes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no oeste do Estado, são investigados pela PF (Polícia Federal) por suposta lavagem de dinheiro.
A Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF cumpriu, no último dia 4, ao menos 44 mandados de busca e apreensão na casa de parentes dos presos da cúpula do PCC.
Os mandados foram cumpridos na casa de familiares de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, Roberto Soriano, o Tiriça, Daniel Vinícius Canônico, o Cego ou Judeu, Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka, Fabiano Alves de Souza, o Paca, Rogério Geremias de Simone, o Gegê do Mangue, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola — apontados como homens da cúpula do crime organizado —, entre outros.
Foram apreendidos computadores e telefones celulares. A PF fez ainda um levantamento do patrimônio dos parentes dos detentos e apurou que os bens vão desde casas em condomínio de alto padrão, apartamentos, veículos de luxo a ônibus de lotação.
Fotos em poder dos agentes federais mostram alguns familiares desses presos participando de festas, de cruzeiro em transatlântico e usando joias. Em uma das imagens, o parente de um dos detentos aparece em uma Ferrari.
A PF apurou que alguns parentes costumam viajar de avião, todas as semanas, para visitar o detento preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Outros viajam com carros luxuosos, alguns com motorista particular.
A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos parentes dos presidiários. A PF já levantou algumas movimentações financeiras. Os investigados vão ser chamados para depor no inquérito sobre lavagem de dinheiro.
Os agentes federais investigam se o patrimônio dos familiares da liderança do PCC foi adquirido com dinheiro do tráfico de drogas.
Essa é uma das maiores investigações da PF contra o crime organizado em São Paulo. O inquérito corre sob segredo de Justiça.
Em outubro de 2013, o Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), órgão do Ministério Público Estadual, de Presidente Prudente, havia denunciado 175 integrantes do PCC, entre eles, a liderança presa na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, por formação de quadrilha.
Promotores constataram que o PCC, na ocasião, tinha como principal atividade o tráfico de drogas, estava presente em 90% dos presídios paulistas e mantinha um faturamento anual de R$ 120 milhões com ações criminosas.

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