segunda-feira, 30 de março de 2015

SISTEMA PENITENCIÁRIO: Greve pode agravar caos nos presídios

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Os servidores administrativos (analistas, assistentes e auxiliares de defesa social) do Sistema Penitenciário e Sócioeducativo do Estado de Minas Gerais, pertencentes à Secretaria de Estado de Defesa Social (SEDS), em assembleia da categoria no final da primeira quinzena deste mês decretaram estado de greve e esperam por negociação com o governo de Minas Gerais. A categoria volta a se reunir no próximo dia 11 e, caso as negociações com o governo não avançam, será decretada greve em todas as unidades sócioeducativas e prisionais do Estado.
Se a paralisação for deflagrada, o Norte de Minas, sobretudo em Montes Claros, presídios e pequenas ‘cadeias’ da região poderão ser prejudicadas. Serviços essenciais aos presos no Centro Socioeducativo Nossa Senhora Aparecida (Cesensa), Presídio Regional de Montes Claros, Presídio Alvorada e Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá poderão ser interrompidos, assim como em outras casas de detenção. De acordo com o diretor do Sindpúblicos-MG, Hugo Barbosa de Paulo, a insatisfação da categoria se dá por conta do piso salarial baixo.
Além disso, os servidores buscam junto ao governo uma reestruturação salarial que no decorrer dos anos foi ficando aquém do esperado e dos níveis básicos para a sobrevivência, segundo o dirigente. Hugo Barbosa explica ainda que, entre os servidores administrativos, encontram-se assistentes administrativos, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, odontólogos, advogados, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de higiene bucal, além dos oficinistas que proporcionam atividades esportivas e de artes para os presos.
O diretor enfatiza que os servidores são responsáveis pelo processo de ressocialização do preso e questiona a ineficiência do estado no sentido de devolver o ressocializado para a sociedade. “Como resgatar o preso, devolvendo-o para a sociedade se o próprio governo não valoriza o profissional que trabalha diretamente com a ressocialização destes indivíduos dentro do sistema? Temos hoje servidores trabalhando na zona rural e ganhando R$ 500,00 por mês”, frisa.

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