quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Governador eleito Fernando Pimentel anuncia novo Secretário da SEDS e causa polêmica no segmento!!

Mau começo

Pimentel nomeia secretário de Defesa Social indicado por delegados causando resistência e desagradando segmentos de base da segurança pública


A indicação do deputado federal Bernardo Santana (PR) - fiel defensor de Aécio Neves - para a Seds na tarde de ontem, em almoço de confraternização de delegados da polícia civil, tem causado reações inusitadas: desconforto, descrédito, desconfiança e até espanto por lideranças políticas, sociais do meio sindical e de operadores da segurança pública.
Isto porque, contrariamente ao que o candidato Fernando Pimentel (PT) apregoava na campanha, que ia ouvir as categorias e as entidades de classe para formar sua equipe de Governo e, assim, governar o Estado, causou espanto a todos a indicação do referido deputado, pois, se trata de pessoa estranha ao meio e a única lembrança trazida do mesmo foi de ter sido coautor da PEC 37 de fenestrada pela sociedade e Ministério Público nas manifestações de junho de 2013 por definir exclusividade das investigações criminais para delegados de polícia.

A decisão do Governador eleito sinaliza um jeito autoritário de governar, sem ouvir parcelas importantes e majoritárias da segurança pública, pasta que atravessa uma das piores crises da história com altos índices de criminalidade e violência, desagregação das forças policiais, sucateamento da polícia civil, falta de efetivo e, em alguns casos, risco de colapso administrativo por falta de estrutura.

Polêmica e contradição
Bastou o anúncio para jornalistas e segmentos da mídia nacional atacarem a escolha do Governador eleito, considerando o pouco traquejo e familiaridade com a temática em questão e os antecedentes do escolhido que responde por três ações na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal por sonegação fiscal, envolvimento na máfia do carvão, fraude tributária e aplicação de nota fria, condutas incompatíveis com a gestão da segurança pública do povo mineiro. Sendo que, esta semana o Procurador Geral da República estará apresentando nova denúncia de uma ação penal que já havia sido arquivada. Fato grave que pode acentuar ainda mais a crise estabelecida na pasta da segurança pública, muito bem propagada pelo então candidato Fernando Pimentel em sua campanha.



Lições de 1997: Primeira greve conjunta da PC e PM
A direção do Sindpol/MG se sente indignada, traída e ignorada não só no processo de escolha do secretário supracitado, mas também, em ver repetir na gestão da segurança pública vícios praticados no passado em que o Governo só ouviu as cúpulas das instituições e assumiu o risco do resultado, como ocorreu em 1997 com Eduardo Azeredo, 2004 com Aécio Neves e 2010 a 2013 com Anastasia. É um erro crasso na gestão da segurança pública em pleno século XXI, com instituições consolidadas regidas pela égide da lei, que, achar que coronéis seguram batalhões e que delegados seguram delegacias. Sem diálogo coordenado e equilíbrio na tratativa de direitos e garantias na busca da valorização institucional, não há administração que subsista ao flagelo dos privilégios e do tratamento diferenciado.


Ficha Limpa: Lei 9840/1999
A Lei 9840 que combate a corrupção eleitoral e prima pela ética e correição na política foi uma conquista da sociedade, e nós entendemos que ela deve ser sempre respeitada. A sociedade exige que um indicado para tão importante pasta, como a segurança, tenha conduta ilibada, honrada e ficha limpa e passado ético, para que assim, a partir do exemplo possa cobrar da instituição que dirige. A direção do Sindpol/MG lamenta que no momento tão delicado como esse, de insegurança pública quase plena e de assombros com escândalos envolvendo corrupção, a esperança depositada no Governador eleito não tenha se pautado pela observância desses aspectos e princípios na sua primeira indicação.



Incoerência e Paradoxo 
O Sindpol/MG espera que na indicação do chefe de polícia, do comandante geral da PMMG e do subsecretário da administração prisional, pastas que lidam diretamente com a correição e a conduta de seus operadores através das corregedorias e que garantem o ferrenho combate ao crime, o governo observe esses mesmo princípios sob pena de instalar um quadro paradoxal incoerente na condução dos mesmos, pois, “o exemplo arrasta multidões”.
A direção do Sindpol/MG orienta, mais uma vez, a sua categoria que teremos tempos difíceis pela frente. Não pode ser afastado novo movimento paredista e reivindicatório no ano que vem, para garantir a qualidade da prestação de serviço à população, a valorização e a sobrevivência institucional da polícia judiciária, como já fizemos durantes os 12 anos de governo PSDB, em que resistimos fortemente para não permitir que a instituição mergulhasse em um profundo caos que se avizinhava. Por isso, que neste ano, a exemplo de tantos outros sindicatos e entidades do serviço público, apoiamos abertamente ao projeto alternativo de Dilma, Pimentel e Josué Alencar. Esperamos ainda, não sermos frustrados em nossa pretensão.
Informamos a base da imensa categoria representada por nós, de administrativos a delegados, especialmente os investigadores, peritos e escrivães que já mantivemos e estamos mantendo todos os contatos possíveis com a representação do Governo na ALMG, principalmente a bancada do PT e PMDB, com vistas a um esclarecimento ou mudança de postura, na qual, aguardamos atendimento.

A Executiva Sindical
FONTE:http://www.sindpolmg.org.br/pagina/3954#.VH-DgONdW0Z

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