sábado, 20 de setembro de 2014

Transexual gaúcha está segura em cadeia feminina no Egito, diz Itamaraty Família foi presa por prostituição há cerca de uma semana no Cairo. Perspectiva de soltura depende de audiência no dia 23, diz ministério.

Transexual gaúcha presa no Egito (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
Legislação egípcia prevê pena de um a três anos de cadeia por prostituição (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)
O Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota nesta quinta-feira (18) estar monitorando as condições de segurança da transexual gaúcha presa neste mês por prostituição no Egito. De acordo com o Itamaraty, Jheniffer, de 34 anos, está encarcerada em uma cela feminina da delegacia de El Dokki, no Cairo, e não corre riscos.
"A Embaixada do Brasil no Cairo mantém contato com a 'Sra. Jheniffer' desde que o MRE [Ministério das Relações Exteriores] foi informado do caso, no dia 15 de setembro", diz a nota, acrescentando que funcionários da representação diplomática já estiveram na delegacia para ter contato com a brasileira.
Jheniffer mora na Espanha desde 2006. A transexual deu notícias pela última vez há 15 dias, quando contou a familiares que faria uma viagem ao Egito. Há uma semana, os parentes souberam que ela e uma amiga, de outra nacionalidade, foram presas na capital egípcia.
A primeira audiência sobre o caso, de acordo com o Itamaraty, ocorreu na terça-feira (16), no horário local, no Tribunal Shamal El Dokki, na capital egípcia. A sessão foi acompanhada por funcionários da embaixada brasileira. A próxima audiência está marcada para terça-feira (23).
O ministério salientou que qualquer perspectiva de soltura de Jheniffer depende da definição do poder judiciário egípcio na nova sessão. No país africano, prostituição é crime, com pena prevista de um a três anos de prisão.
Advogada diz que transexual
foi vítima de discriminação
A advogada da família, Luciane Medeiros, diz ter entrado em contato com o Ministério das Relações Exteriores. Apesar de a acusação ser de prostituição, os parentes suspeitam de que ela pode estar sendo vítima de discriminação por ser transexual.

"Eles são intolerantes", lamenta Luciane. "Até então não tivemos acesso aos autos, às provas, por qual razão ela foi condenada. Não temos ainda posição concreta nesse sentido", diz a advogada.
"Ela é alegre, tranquila, gosta de viver e é amorosa com a família", diz a tia de Jheniffer Marli Medeiros. Ela chora ao falar sobre a situação. "[Quero] que a tragam de volta para casa, para ficar conosco. Nós queremos ela, nós queremos ela", repete.
Na tarde de quarta-feira (17), Luciane se reuniu no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com um representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que prometeu entrar em contato com autoridades do Egito para obter informações sobre o caso.
FONTE: G1

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