terça-feira, 23 de setembro de 2014

ENTENDA O PORQUE DO CRIME ORGANIZADO QUE É ALIMENTADO PELO SISTEMA PRISIONAL DO MARANHÃO

A fragilidade do governo Roseana Sarney impõe a audácia de presos e bandidos. A população está acuada




O candidato Lobão Filho, quando começou a articular a sua candidatura ao Governo do Estado, pediu a governadora Roseana Sarney a substituição imediata dos Secretários de Segurança Pública e o da Justiça e Administração Penitenciária, principalmente o último que já havia causado sérios prejuízos ao governo dela e a sua permanência seriam riscos inimagináveis. A Chefa do Executivo Estadual garantiu ao candidato, que Aluísio Mendes deixaria a Segurança Pública para se candidatar a deputado federal e Sebastião Uchôa, a sua substituição era questão de pouco tempo, tendo então ele sugerido o nome de um administrador penitenciário de Minas Gerais. O técnico chegou a vir a São Luís, o Sebastião Uchôa chegou a se despedir do cargo em reunião interna, mas a pressão de alguns políticos, religiosos católicos e evangélicos e força das grandes empresas prestadoras de serviços que consomem mais de 70% do orçamento da pasta¸ fizeram Roseana Sarney volta atrás e garantir mais assassinatos, mais fugas, mais corrupção e inúmeras outras mazelas no Sistema Penitenciário.
        A governadora Roseana Sarney é maior responsável por toda a violência que domina o Estado do Maranhão e toda a cidade de São Luís, vindo em seguida Aluísio Mendes e Sebastião Uchôa. Também não se pode deixar de responsabilizar a Justiça e o Ministério Público que se omitiram ao exercício das suas responsabilidades, principalmente na fiscalização das unidades prisionais e na observância aos princípios emanados da Lei de Execução Penal. A bem da verdade depois, que o juiz Carlos Roberto de Paula, deixou uma das duas varas das execuções penais, o Sistema Penitenciário ficou à revelia.
           Muitas foram as resistências para a realização de mudanças propostas pelo magistrado, principalmente nos riscos que havia com o excessivo número de pessoal terceirizado, sem a mínima qualificação, as fragilidades na fiscalização que permitiam a entrada de drogas, armas e celulares e um tratamento humano para os presos. Depois que definitivamente o judiciário abandonou a fiscalização, a direção da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária decidiu manter os presos fora das celas dos seus respectivos presídios e colocou pessoas totalmente despreparadas e terceirizadas para administrar as unidades. Com tantas facilidades e os detentos impondo regras, eles começaram a fazer pressão para a retirada da Policia Militar e a Força Nacional das vistorias internas e em seguida também fizeram restrições ao GEOP.
          Foi a partir do momento em o governo retirou o coronel Ivaldo Barbosa, das operações dentro das unidades prisionais e a Força Nacional passou a ficar sediada no estádio Castelão, que os presos assumiram definitivamente o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. A corrupção ficou escancarada e os presos passaram a impor regras com os diretores terceirizados e com os agentes penitenciários de confiança do Secretario Sebastião Uchôa.
          Os problemas que ocorreram sábado e domingo dentro das unidades prisionais e incêndios de coletivos e veículos foi uma tentativa de resposta à decisão do secretário Marcos Afonso Júnior em mandar recolher as celas todos os mais de 700 presos que já estavam acostumados soltos e que em dias de visitas chegavam a fazer festas e exibicionismo de poder. Se apertarem mais retirando todos os aparelhos celulares e fiscalizarem para que outros não entrem e começarem a fazer gradativamente a transferência das lideranças para o presídio que está em fase de conclusão ou mandarem eles para presídios federais, o problema tende a diminuir, mas os riscos continuarão até que seja totalmente controlada a problemática em torno da superpopulação.

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