sábado, 19 de abril de 2014

Policiais Militares da Bahia desistem de retomar greve.


Ideia foi discutida após a prisão, nesta sexta-feira (18), do líder do movimento, o vereador bombeiro Marco Prisco

PUBLICADO EM 19/04/14 - 13h42
Os policiais militares da Bahia recuaram da decisão de retomar a greve, encerrada na última quinta-feira (17). A ideia foi discutida após a prisão, nesta sexta-feira (18), do líder do movimento, o vereador bombeiro Marco Prisco.

Representantes das seis entidades envolvidas no movimento e o deputado estadual capitão Tadeu Fernandes (PSB), que assumiu a liderança do após prisão de Prisco e havia convocado um novo aquartelamento dos militares, passaram a madrugada reunidos com a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pré-candidata ao Senado pelo PSB, na Bahia, Eliana Calmon.

A ex-ministra disse a eles que uma nova greve, agora, prejudicaria Prisco, já que ele foi preso preventivamente sob a justificativa da necessidade de manutenção da ordem pública. 

Falta de sensibilidade política. Por meio de nota oficial postada no site da entidade, o Sindicato dos Policiais Federais da Bahia (Sindipol-BA) esclareceu as circunstâncias do cumprimento do mandado de prisão do vereador Marco Prisco. O texto diz que a prisão foi realizada por equipes de policiais de Brasília, e por "expressa determinação judicial emanada da Justiça Federal, acolhendo representação do Ministério Público Federal, pelo que descabe, em princípio, qualquer discussão acerca de seu cumprimento".

A nota deixa clara a discordância do Sindipol com o que chamou de "falta de sensibilidade política para cumprimento de citada ordem nesta data, pois além de estarmos em pleno feriado santo, vivemos uma instabilidade institucional da sociedade baiana face aos últimos acontecimentos, apenas agravando ainda mais a insegurança e oportunizando uma retaliação de maneira generalizada".

O sindicato ressalta que "há indícios severos" de estar acontecendo um "processo de judicialização de uma questão política, conduzido de forma débil, e que não pode redundar em confronto ou hostilidades entre forças policiais". Segundo a entidade, o esquema remete a temerárias conclusões sobre a utilização da greve dos policiais para interesses políticos.

A nota destaca que isso quer dizer que "não se quer resolver os graves problemas das categorias policiais ou da segurança pública em profundidade: antes se quer fazer de um movimento legítimo de policiais ganhar a conotação político-eleitoreira, mormente quando se utiliza do processo de desmoralização pública de suas efetivas lideranças".

O Sindipol defende ainda a necessidade urgente de desmilitarização de todas as forças policiais militares estaduais. 

Agência Estado

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