sexta-feira, 14 de março de 2014

Mais um ataque contra Agente Penitenciário em Itajubá/MG

Casa de agente penitenciário é alvo de tiros em Itajubá; este é 7º ataque na região O agente foi seguido por duas motos, quando chegava em casa de carro. Um dos garupeiros atirou e atingiu a janela da residência. O mês de março já registrou sete ataques no Sul de Minas


Luana Cruz
 


Mais uma casa de agente penitenciário foi alvo de tiros no fim da noite de terça-feira em Itajubá, no Sul de Minas Gerais. Esse é o sétimo ataque na região somente em março, sendo que a onda de violência mobilizou as forças de segurança em Minas em uma investigação. Os responsáveis pelos tiros em casa de carcereiros, presídios e incêndios em coletivos ainda não foram presos. Segundo o delegado regional, Pedro Henrique Rabelo Bezerra, alguns suspeitos já estão identificados e devem ser capturados nos próximos dias. Ele não informou mais detalhes das apurações que estão sob sigilo.

Por volta de 23h30 de terça-feira, um agente penitenciário do Presídio de Itajubá seguia de carro para casa, no Bairro Rebourgeon, e percebeu que era seguido por duas motos. Quando estacionou na porta da residência, um dos garupas tirou uma arma e disparou várias vezes contra o servidor, acertando a janela da casa. O agente saiu rapidamente do carro e conseguiu entrar no imóvel sem ser atingido. A PM foi acionada e encontrou uma marca de bala no vidro, além de vestígios de munição na calçada.

No dia 7 de março, a polícia apreendeu três menores, suspeitos de envolvimentos nos ataques, mas descartou a participação deles. As investigações também descartaram a relação da violência em Itajubá com a morte de nove criminosos durante uma ação conjunta entre as polícias de Minas e São Paulo, no dia 23 de fevereiro.

Onda de violência

 
 
 
O primeiro dos sete ataques aconteceu na madrugada de 4 de março quando o agente penitenciário, que trabalha no Presídio de Santa Rita do Sapucaí, dormia em casa no Bairro Vila Rubens, em Itajubá. Ele escutou disparos de arma de fogo, esperou os tiros acabarem e quando saiu do imóvel, encontrou o portão em chamas. Vizinhos ajudaram a apagar o incêndio e acionaram a Polícia Militar (PM).

Conforme a PM, a perícia constatou seis disparos de revólver calibre 38 no portão, muro e para-brisa do carro do morador. Também foi constatado que o fogo começou com um coquetel molotov, montado com uma garrafa de plástico e gasolina. Os militares fizeram rastreamento para tentar prender os envolvidos, mas ninguém foi encontrado.

O segundo caso foi por volta de 22h30 de 4 de março, quando o motorista de um ônibus da Viação Valônia seguia pela Avenida Wagner Lemos Machado, e foi surpreendido por vândalos na altura do Bairro Jardim Colinas. Um homem deu sinal para o coletivo, se passando por passageiro, mas ao entrar na porta da frente do veículo colocou um capuz branco e mostrou uma arma para o condutor.

O motorista foi obrigado a descer e, imediatamente, outros três homens encapuzados entraram pela porta do meio. Eles jogaram gasolina nos bancos e no piso, em seguida, incendiaram o ônibus que ficou destruído. Os bombeiros apagaram as chamas e ninguém foi preso.

O terceiro ataque aconteceu na madrugada de 5 de março na casa onde mora um diretor do Presido de Itajubá, no Bairro Vila Isabel. Bandidos dispararam quatro tiros no portão e deixaram um cartaz colado com os dizeres: “contra a opressão carcerária”. O papel foi recolhido pela PM e encaminhado para a Polícia Civil, porém nenhum responsável pelo ataque foi preso.

Na noite do dia 5, outros três ataques aconteceram. O portão e o muro da casa de um agente penitenciário foram alvos de sete tiros, conforme informou a PM. Agentes do Presídio de Poços de Caldas também acionaram a PM, porque ouviram estampidos na porta do prédio. No mesmo dia, quatro homens encapuzados invadiram um coletivo da Viação Valônia e atearam fogo em Itajubá. O motorista contou que seguia pela Avenida José Souza Nogueira, no Bairro Santa Rosa, quando um homem deu sinal para o coletivo e, armado, entrou pela porta da frente. Enquanto isso, outros três comparsas entraram nas outras portas e espalharam gasolina. Todos estavam encapuzados, conforme relatou o condutor do veículo. Os bombeiros apagaram as chamas.

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